A FIFA quer evitar o uso do termo "Copa do Mundo" por não-patrocinadores do evento. A medida, que possui amparo jurídico, afeta principalmente anunciantes e publicitários.De acordo com matéria veiculada no portal Copa 2014 (http://www.copa2014.org.br/), "Empresas que não são patrocinadoras da Copa de 2014 nem das Olimpíadas de 2016 devem tomar cuidado com o uso de símbolos dos eventos ou com a simples menção de frases sobre esses campeonatos em seus produtos. Isso porque o uso indevido pode gerar ações milionárias.
"Hoje tenho três casos com empresas que utilizaram a expressão 'Copa do Mundo'. A Fifa notificou, até de forma agressiva - e legítima -, para fazer com que as empresas deixem de usar a expressão. Nesses casos, em específico, conseguimos um acordo, mas esse caso pode chegar aos tribunais se a empresa não se precaver", diz o especialista em propriedade intelectual e esportes, Dirceu Santa Rosa, sócio do escritório Veirano Advogados".
Ainda de acordo com a matéria, "para os especialistas, a melhor saída para as empresas é sempre fazer uma análise jurídica antes de lançar uma campanha publicitária. "Muitas vezes o departamento de marketing não procura o jurídico e esse é o problema", comenta Santa Rosa. Ele apresenta alternativas que podem evitar com que empresas parem no banco dos réus.
"O ideal é não usar a expressão Copa do Mundo sem o registro oficial da Fifa na sequência. Uma saída é colocar algo como Campeonato Mundial de Futebol, além de evitar o uso de símbolos da Copa ou o brasão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Tem que ter criatividade. Por exemplo, se for uma campanha para levar o cliente à Copa 2010, vale algo como: 'Vá assistir o Brasil na África'", finaliza.

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