
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Compartilhar conteúdo não é pirataria. Pirataria é outra coisa.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Palestra "Café com Mídia" | Novos Modelos de Comunicação na Era Digital
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Criação | Uma capa de revista; em uma lição
Cover creation from Peter Belanger on Vimeo
Processo de criação de uma capa de revista. Um job bem feito, do início ao fim.quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Polêmica | A Publicidade criativa nos tempos do "politicamente correto"
Há cerca de 30 anos, as brincadeiras de Mussum, mesmo as que envolviam o “mé”, eram vistas apenas como o que realmente eram: brincadeiras.
Hoje, diante do surgimento de uma patrulha moralista que tenta barrar propagandas e quadros de humor que lancem mão de situações engraçadas do cotidiano, sob o pretexto de proteger a família, as mulheres, as crianças, os homens e as minorias mais variadas, as referências à bebida feitas pelo comediante seriam certamente apontadas como apologia ao alcoolismo.
Nos dias de hoje, Bernardes correria um grande risco de nunca se tornar um Mussum. Felizmente, para ele e para quem o assistiu, a época era outra e até hoje o humorista é lembrado como um camarada engraçado e boa gente, e não como um bebum mau-caráter.
Outros atores, modelos, roteiristas e publicitários, contudo, não tiveram a mesma sorte. Vivem em um momento em que há riscos de ser processados pela sociedade protetora dos animais caso façam piadas envolvendo papagaios.
Recentemente, a modelo mais famosa e bem paga do mundo, a gaúcha Gisele Bündchen, tornou-se alvo da patrulha politicamente correta. A campanha que estrela para a marca de lingerie Hope foi acusada de denegrir a imagem da mulher.
Nos filmes da campanha, Gisele aparece conversando com um marido imaginário e dá notícias desagradáveis, como a batida do carro, o estouro do cartão de crédito e a chegada da sogra (dele) para morar com o casal, sempre em duas versões. Em uma delas, a modelo aparece vestida de forma simples e surge a legenda: “errado”.
Na outra, Gisele se exibe de calcinha e sutiã da Hope. Nesta, a legenda é: “certo”, referindo-se à melhor forma dedar notícias ruins. Para finalizar, a campanha criada pela agência Giovanni+DraftFCB usa o slogan “Você é brasileira, use seu charme”.
Há uma pitada de machismo na peça? Claro que sim — como em piadas que contamos a amigos e amigas. Na época em que Mussum fez sucesso com a criançada, esse seria apenas mais um filme de 30 segundos exibido antes de recomeçar o programa de TV.Hoje, transformou-se em tema polêmico e virou assunto para a Presidência da República. Mais precisamente para a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República.
Indignada com o que viu, a secretária Iriny Lopes, que tem status de ministra, enviou ofício ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e ao anunciante pedindo a suspensão dos comerciais alegando que “expõem a mulher a situação preconceituosa, tratada como objeto”. A ministra já havia feito o mesmo com campanhas da cerveja Devassa e apoiado outras ações do tipo.
O caso da Hope soma-se a uma série de outros que foram vítima da onda politicamente correta que vem tentando restringir a criatividade napublicidade. “Os pedidos de suspensão de campanhas, inclusive por parte do governo, aumentaram consideravelmente nos últimos anos”, diz Gilberto Leifert, presidente do Conar.

Empresas como Brahma, Bombril, Nissan, Postos Ipiranga, Schincariol, Pepsico e C&A, entre outras, já tiveram de se explicar depois de ser acusadas de desrespeitar a família, incitar o sexo entre os jovens, subvalorizar as mulheres, promover o preconceito e até incentivar o maltrato das sogras, como na campanha da Peugeot que sugeria ao dono de um carro 1.0 da concorrência com dificuldades em subir uma ladeira que trocasse de marca ou empurrasse a mãe de sua mulher para fora do veículo.
“A propaganda corre o risco de ficar chata e o consumidor de ficar pouco crítico com esse excesso de zelo”, diz Benjamin Yung, responsável pela criação da campanha da Hope com Gisele Bündchen".
Com certeza, o tema é polêmico e envolve diversos interesses; a discussão (necessária) está longe de acabar.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Pós-Graduação | O que esperar de uma Pós em Comunicação Digital?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Sociedade 2.0 | 10 motivos por que os executivos (e professores) não blogam

Aí vai: Por que você não bloga? (reproduzido do blog do Mauro: A Quinta Onda)
"1- FALTA DE TEMPO
A maioria alega falta de tempo. Todos eles afirmaram que os blogs e as redes sociais significam relacionamento, portanto dedicar tempo é pré-requisito fundamental. Eles acham que se o blog for bem, existe o risco deles precisarem de cada vez mais tempo para manter o diálogo. Ficou claro que a falta de tempo é uma síndrome de todos os executivos.
2- MEDO DE ENTRAR EM DISCUSSÕES POLÊMICAS
A maioria acha que os funcionários usarão a rede social interna de empresa para reclamar de alguma coisa da empresa ou do ambiente de trabalho: salário, benefícios, clima, instalações, etc. Ou seja, existe a percepção de que os funcionários tratarão a rede social como um canal de críticas e registro de insatisfação. Eu, particularmente, não acredito nisso. Existem pesquisas que mostram que a maioria dos funcionários nas empresas usam os blogs e redes como via para colaborações construtivas e positivas. Afinal, ao se identificar com seu nome e senha para comentar numa rede ou blog, o funcionário estará se expondo para toda a empresa, e ele vai querer aparecer bonito na foto, né? Já nas redes sociais externas, para clientes, existe o conceito de que os clientes usarão este canal para fazer reclamações e como complemento aos canais tradicionais de atendimento ao cliente.
3- PERCEPÇÃO DE QUE NÃO É RELEVANTE
Existe um sentimento de que as discussões nas redes sociais poderão não ser interessantes, e isto reforça o conceito da falta de tempo. Afinal, por que alguém vai investir tempo em algo que não julga relevante? A maioria acha que os assuntos serão fúteis. Este é um equívoco, pois um dos maiores benefícios das redes sociais é evidenciar os assuntos que interessam à comunidade. Na verdade, o conceito é exatamente o oposto do que os executivos disseram, ou seja, os executivos deveriam usar as redes sociais para descobrir e entender os principais temas que preocupam a comunidade e trabalhar neles.
4- INSEGURANÇA DE ATÉ ONDE VAI A CONVERSA
Este é um conceito interessante. Alguns executivos sentem medo de uma conversa sem fim. É como se um determinado assunto começasse a ser discutido e os posts/comentários subsequentes levassem a conversa para um patamar exageradamente específico e desinteressante, quase pessoal. É como se a rede social fosse usada para discutir/evoluir a respeito de uma situação individual, que seria desinteressante para a comunidade como um todo. Ou seja, existe uma insegurança de quando terminar a conversa sobre algo.
5- INSEGURANÇA PARA ESCREVER
Alguns poucos me disseram que se sentem inseguros para escrever e alegaram falta de fluência na escrita. Usaram a expressão "eu estou enferrujado". Outros me disseram que gostariam da ajuda de alguém para escrever no blog ou rede por eles, mas sempre sob sua supervisão e orientação.
6- RISCO DE IMAGEM
Este foi um ponto citado por alguns, mas não senti que é um grave problema. Existe uma insegurança de que muitos funcionários falando sobre a empresa poderão causar problemas de imagem, especialmente porque dará visibilidade de algumas situações negativas que podem estar confinadas a algum departamento ou setor da empresa, e que numa rede social teriam ampla divulgação e/ou debate. A preocupação aumenta se imaginarmos uma rede social ou blog externo.
7- VAZAMENTO DE INFORMAÇÃO
Esta é uma preocupação geral, mas notei que ela é mais evidente nas empresas onde não existe a cultura de "proteção à informação". Os executivos que trabalham nas empresas onde os funcionários já são treinados e têm consciência do que é informação, se mostraram bem mais relaxados com este tipo de preocupação.
8- MEDO DE DIZER QUE NÃO DEU CERTO
Este é um conceito interessante. O maior problema de um blog é que ele é um passo de difícil retorno. Se o blog der certo, a tendência é ele consumir cada vez mais tempo e atenção, ocupando mais espaço na agenda do executivo (e este é um temor já descrito no primeiro item). Se o blog der errado, o executivo vai se expor e terá de reconhecer que errou em alguma coisa. Ou seja, o lançamento de um blog sempre tem seu preço, mas o medo de fracassar aterroriza os executivos. Já imaginou ter de reconhecer de que não foi capaz de estabelecer e sustentar um diálogo com a comunidade?
9- IMAGEM PERANTE OS COLEGAS EXECUTIVOS
Este é um feedback inesperado. Acredite se quiser, mas existe ainda entre os executivos a imagem de que ter um blog é para quem tem tempo sobrando, para quem está mais à vontade para navegar pelas redes sociais. E esta não é uma imagem que os executivos desejam demonstrar para os seus outros colegas executivos, né? Eles têm que se mostrar bastante atarefados, angustiados e apressados. Um dos executivos me contou que lançou um blog pessoal no passado, ao contar para o chefe, a resposta dele foi: "que bom que você tem tempo para isso".
10- A COMUNIDADE NÃO ESTÁ PREPARADA
De maneira geral, os executivos alegam que a comunidade com que desejam interagir não está preparada para usar as mídias sociais de maneira adequada. Os motivos são alguns dos citados nos itens anteriores. A surpresa aqui é que eles "jogam a culpa" nos outros, esquecendo que eles próprios parecem também não estar preparados para o mundo das redes, conforme evidenciado em alguns medos já descritos acima. Daí eles alegam que precisam esperar um pouco mais.
Apesar de algumas preocupações exageradas e o tradicional receio de entrar em algo novo, eu adorei descobrir que ninguém citou a velha questão da perda de produtividade. Isso foi muito bom. O mito da perda de produtividade é algo que sempre me incomoda. Outra coisa boa é que todos falaram que está cada vez mais impossível não ter um blog ou negligenciar as redes sociais. Foi bom saber que eles estão incomodados com a distância das redes. Enfim, todos têm que consciência que terão que entrar nas redes em breve.
Se eu tivesse que resumir todo o texto acima em poucas palavras, eu diria que os executivos não blogam por 2 motivos básicos:
1- Porque acham que vão perder tempo;
2- Porque têm medo do diálogo."
Não há dúvida de que o medo e a falta de conhecimento ainda bloqueiam grande parte do fluxo de comunicação que a tecnologia nos permite hoje. Infelizmente.
domingo, 3 de julho de 2011
Surfando na Cauda Longa

quarta-feira, 1 de junho de 2011
Eventos | IV Papo Aberto em Curitiba
IV Papo Aberto
Local: Faculdades Integradas do Brasil – Unibrasil
Rua Konrad Adenauer, 442 – Tarumã
Auditório Glaci Zancan, bloco 4
Data: 02 de junho
Horário: 19 horas
terça-feira, 24 de maio de 2011
Mercado | Mídia Exterior e Internet em alta

quinta-feira, 12 de maio de 2011
Isso é Publicidade Abusiva. Ou não.


terça-feira, 19 de abril de 2011
Eventos | Seminário Marketing 2.0: Branding

Tópicos a serem abordados:
- Cenários do Marketing - tradicional & digital
- Estratégia e Reputação de Marca na Web
- E-commerce - Direito Digital - Branding - E-branding
Público-alvo:
- Executivos da Indústria, Comércio e Serviços
- Entidades Públicas, ONGS, OSCIPS
- Agências de Comunicação e Internet
- Profissionais de Marketing e TI
- Professores e Estudantes
CONTATO: Fones: 41. 9922 4777 ou 9922 4776
E-mail: organizacao@mkt20.com.br
terça-feira, 5 de abril de 2011
Outdoor do Futuro (ou do presente?!)
quinta-feira, 17 de março de 2011
ETC Brasil | Debatendo redes sociais, conexões e solidariedade em Curitiba

terça-feira, 15 de março de 2011
Geolocalização | Novas oportunidades de Marketing


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Pós-graduação | Atualização permanente para um mundo em transformação

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Jornais diários em papel: batalha perdida?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Infográfico | A Internet no Brasil
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
10 Tendências de Consumo de Mídia

O site AdNews publicou a tradução de interessante matéria veiculada pelo Advertising Age, que listou o que considera ser as 10 tendências globais de consumo de mídia. Na análise, muito sobre TV, jornais impressos e, evidentemente, o crescimento do digital e suas redes sociais, além da platafatorma móvel. O Brasil e outros mercados em desenvolvimento são citados.
Confira a tradução na íntegra, apresentada pelo Adnews:
Enquanto estamos obcecados com a carnificina (crise) nos mercados de mídia americana nos últimos anos, o cenário da mídia mundial tem espelhado uma economia mais ampla – o que quer dizer que as nações desenvolvidas estão se fragmentando enquanto nações em desenvolvimento estão tendo sucesso. Isto é tão verdade para TV e jornais como é também para vídeos online e mobile.
Em 2010, quase metade dos lares indianos já tem TV. Em 2001, a porcentagem era menos de 1/3. Mas em áreas urbanas, esse número salta para 96%. (Compare isso a 7% de indianos que usam a internet). No Kenya, por exemplo, a taxa de penetração da TV cresceu de cerca de 60% para 70% em quatro anos: de 2005 a 2009, mesmo tendo um crescimento de quase metade dos números de lares mensurados. Mesmo nas favelas de São Paulo, o aparelho de TV é líder em vendas na cadeia de varejo Casas Bahia, apesar de o fato de que os moradores tendem a não terem eletricidade ou água corrente.
2) Apesar da internet, estamos assistindo mais e não menos
Na média, os EUA assistiram a 280 minutos de TV por dia em 2009, mais de 4,5 horas e um aumento de 3 minutos em relação ao ano anterior. Um crescimento similar pode ser visto em todo o mundo, onde a média das pessoas que assistem à TV é de 3 horas e 12 minutos por dia.
A Copa do Mundo de 2010 foi o evento televisivo mais visto da história, transmitido em todos os países (incluindo a Coréia do Norte) e conquistando uma audiência média de 400 milhões de espectadores por jogo. Mais de 1/3 das músicas do Afeganistão para “Afghan Star”, versão do país, foi para “American Idol”. A TV Globo, por exemplo, tem transmitido novelas produzidas localmente desde os anos 1970, e muitas das quais atingem audiência de 80 milhões de telespectadores.
A inovação dos “cyber cafés” tem ajudado a propagar o uso da internet nos mercados emergentes. Na Coréia do Norte, pessoas podem alugar acesso à banda larga por cerca de 80 centavos à hora, eliminando a necessidade de dispendiosas assinaturas mensais, e levando uma rede de relacionamento social para a Coréia e jogos online multiplayer. Cyber Cafés ou “warnets”, desde então, se espalharam para a Indonésia, onde apenas 5% dos lares têm um PC; e para o Brasil, onde os cafés são conhecidos como “LAN houses” e têm taxas de hora em hora tão baixas na casa de 1 dólar.
Brasil, Rússia, Índia, China e Indonésia sediam os consumidores mais ávidos por vídeo online. Usuários de internet na China e Indonésia, por exemplo, eram 26% mais ávidos do que a média de usuários global para consumo de vídeos online, enquanto os indianos eram 21% mais ávidos, enquanto russos e brasileiros representam 11%. A internet, cada vez mais, tende a se tornar TV. Em 2009, 1/3 de todo o tráfego da internet foi vídeo. Este ano, o número subiu para 40% e a tendência é que chegue a 91% até 2014, segundo a Cisco.
Apenas 81 milhões de indianos (7% da população) usam a internet, mas seis vezes mais (507 milhões) têm celulares. O mesmo padrão acontece mundo afora. Testemunhas da relação PC x penetração móvel: na China (20% vs. 57%); Índia (4% vs. 41%); Brasil (32% vs. 86%); e Indonésia (5% vs. 66%).
A proliferação de novas telas como netbooks, leitores digitais e tablets deverá duplicar o tráfego de IP até 2014, segundo a Cisco. Até lá, o equivalente a 12 bilhões de DVDs será compartilhado mensalmente pela internet. O condutor de maior crescimento é o vídeo – data-rich 3D e HD streams entregue aos computadores, aparelhos de TV e telefones, que irão levar o tráfego móvel global ao dobro a cada ano para o futuro próximo.
O tempo gasto com computadores tem triplicado nas últimas décadas entre crianças de 8 a 18 anos. A maior parte do tempo gasto deste grupo é em mídia social, seguida no ranking por jogos, sites de vídeo e mensagens instantâneas. O “pacote” consumido por crianças engloba na média um total de 10 horas e 45 minutos de conteúdo de mídia em um período de 7 horas e meia de exposição.Agora faça um exercício: imagine o quanto este grupo irá consumir em média, em 10 anos, quando eles entrarem no mundo dos negócios e começarem a consumir de fato.
Tradução: Guilherme Cintra Franco
Fonte: AdNews
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
FMDS | Fórum de Mídias Digitais e Sociais 2010

Palestra | Do Monólogo para o Diálogo. Os novos desafios da comunicação na era da Mídia Social.
O mundo mudou e a comunicação também. O velho modelo de interrupção das mídias tradicionais está dando lugar ao envolvimento das novas mídias.
Isso tudo não é mais novidade, mas entender esse cenário e estabelecer estratégias específicas ainda é um desafio para profissionais de marketing e comunicação.
Essa palestra apresenta as características deste novo ambiente, seus personagens e cases de sucesso e fracasso; serão analisadas ações que geraram grande repercussão, visando estabelecer pontos em comum (positivos e negativos) destas estratégias e que servem de inspiração para novos projetos.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Artigo | A Nova Mídia Social

A Nova Mídia Social
em mundo cada vez mais social
A sociedade em que vivemos carrega consigo uma série de novidades ainda não digeridas por pesquisadores, analistas e muito menos pelos cidadãos.
A grande quantidade de informação, aliada às novas tecnologias, está construindo uma nova realidade pós-moderna, transformando e recombinando tudo o que já se viu, especialmente no que diz respeito à Mídia.
Para buscar melhor entendimento deste desafiador cenário, mostra-se de fundamental importância a análise dos fatores que contribuem para a construção desta nova sociedade da informação, também chamada “cibercultura”. Entre os fatores determinantes para esta nova realidade, destacam-se: a “hiper-informação” e o poder individual voltado para o social, conforme analisamos a seguir:
- A Era da Hiper-Informação
Vivemos na Era da Informação. Vivemos numa era de bombardeios diários e ininterruptos de todo tipo de informações: jornalísticas, publicitárias, inúteis...
Segundo pesquisa publicada pela Universidade de Berkeley, cada cidadão recebe atualmente cerca de 34 Gigabytes de informação por dia. É evidente que não é possível assimilar todo o conteúdo a que estamos expostos.
A este imenso turbilhão informativo, soma-se o avanço tecnológico, que permite a disseminação de conteúdos de maneira global e instantânea, como jamais ocorreu na história. Além do acesso à informação, o novo cidadão contemporâneo pode facilmente produzir e compartilhar conteúdo, criando um novo e determinante fator, baseado no poder individual de milhões de novos produtores de informação.
- O poder individual e a força social
Até a primeira década dos anos 2000, o poder da mídia esteve concentrado nas mãos de poucos. Donos de emissoras de televisão, de rádio, revistas e jornais eram os detentores do “poder” da comunicação. Eram eles que ditavam as regras; eram eles que pautavam o que deveria ou não ser notícia; eram eles que criavam e destruíam celebridades, hits, modas e tendências. Eram. A internet, especialmente suas ferramentas “
Hoje, os blogs ocupam espaço lado a lado com os portais das grandes redes como os novos formadores de opinião.
Como disse Chris Anderson, hoje as “formigas têm megafones”. E elas têm muito a dizer. Essas formigas querem compartilhar suas experiências, criticar serviços, elogiar empresas, dar opiniões sobre política, esportes e sobre tudo o que é relevante para sua vida.
3. O Mundo Social
Assim, vimos que essas transformações estão impactando os mais variados setores da sociedade, sobretudo os meios de comunicação. A mídia tradicional já está se reinventando para sobreviver neste novo mundo. Novas mídias aparecem para dar vazão a estes anseios do novo cidadão 2.0., que é um consumidor 2.0, eleitor 2.0, indivíduo 2.0.
Essas características contribuem para a constatação que de fato vivemos num mundo novo. Um mundo onde a socialização da informação já é realidade. Seja para cobrir as eleições no Irã, idolatrar o Justin Bieber ou a Lady Gaga ou mesmo pedir para o Galvão calar a boca: agora, a mídia é social. E o poder da mídia agora está nas mãos de milhões de pessoas que, juntas, ditam o que são as novas tendências, ou os “Trending Topics”. Os monopólios da mídia de massa tradicional estão ruindo num mundo cada vez mais social. Estejamos preparados!
Autor: Ney Queiroz de Azevedo, Mestre – PUC/PR. Professor de Mídia, Novas Mídias e Tendências em cursos de MBA e graduação. Diretor Executivo do Grupo Outdoormídia. Palestrante, especialista na área de mídia e novas mídias e Editor do blog www.midiaeconsumo.com.br
Contato: neyqueiroz@outdoormidia.com.br | twitter.com/neyqueiroz



