terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Compartilhar conteúdo não é pirataria. Pirataria é outra coisa.


SOPA e PIPA são siglas que se tornaram populares no início de 2012. Um projeto de lei americano que "teoricamente" visa a combater a pirataria está causando polêmica em todo o mundo. Outros projetos similares despontam em vários países. Hackers "anônimos" contra-atacam invadindo sites do governo americano e de gravadoras e produtoras, como a Sony.

Ocorre que nesta disputa devemos refletir sobre uma coisa: afinal o que é pirataria? Entre os vários conceitos, entende-se pirataria como "a reprodução, venda e distribuição de produtos sem a devida autorização e o pagamento dos direitos autorais.
Os produtos pirateados, além de serem diversificados, são financiados por máfias (...). Esses produzem sapatos, roupas, óculos, brinquedos, perfumes, relógios, livros, peças automobilísticas, instrumentos cirúrgicos e principalmente cigarros, bebidas, cds e dvds. (daqui)"

Mas devemos levar em conta que o mundo está mudando; a sociedade está mudando; a tecnologia permite coisas que antes eram impossíveis. E todos devemos acompanhar estas mudanças. A sociedade está, cada dia mais, compartilhando conhecimento, informação, conteúdo. É um caminho sem volta.
E é claro que muitas destas mudanças afetam a indústria cultural massiva. Essa indústria que está ruindo na era da "Cauda Longa" e do "Free", onde as pessoas deixaram de ser meros receptores para também serem produtores. Onde deixamos os mercados de massa para mercados de nichos, com produtos cada vez mais baratos ou de graça.

Em relação à música, que tem ocupado as manchetes principais, vale lembrar que as pessoas sempre compartilharam aquilo que gostam. Antes, emprestavam seus "discos" para amigos; depois, gravavam as músicas preferidas em fitas TDK ou SONY (ela mesma); e até aí tudo bem. Depois começaram a gravar suas seleções em CDs e mais tarde em seus iPods e celulares.

Acontece que alguns viram possibilidade de lucrar com isso e passaram a vender estes CDs. Isso é pirataria! Assim como produzir e vender tênis Nike sem autorização para usar a marca é crime, produzir e vender CD sem autorização também é crime. Claro!

Mas compartilhar música não pode ser colocado no mesmo patamar destas ações criminosas; lucrar com isso, sim. Talvez tenha sido este o problema do site Megaupload.
Mas as gravadoras e produtoras não podem mais impedir que as pessoas compartilhem aquilo que gostam, afinal, as pessoas estão compartilhando suas vidas (fotos, fatos, vídeos e músicas!).

A sociedade digital não reconhece as barreiras físicas que sempre marcaram o modelo tradicional da mídia. O CD é um produto moribundo que ainda sobrevive por força do poder desta indústria cultural que tenta lutar numa guerra perdida.
Pirataria é crime. Compartilhar música, sem fins lucrativos, NÃO.
Compartilhar música não é pirataria. Pirataria é outra coisa.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Palestra "Café com Mídia" | Novos Modelos de Comunicação na Era Digital

Nesta 3a feira, 29/11/11, tenho a honra de apresentar a palestra "Novos Modelos de Comunicação na Era Digital" no 7o. Café com Mídia, organizado pelo Grupo de Mídia de Curitiba.

O evento acontece no Hotel Radisson, patrocinado pela Outdoormídia e é exclusivo para associados do GM de Curitiba. Os sócios concorrem a um final de semana no Costão do Santinho Resort, um iPad e a um prêmio surpresa. Abaixo, mais detalhes:





terça-feira, 8 de novembro de 2011

Criação | Uma capa de revista; em uma lição

Cover creation from Peter Belanger on Vimeo

Processo de criação de uma capa de revista. Um job bem feito, do início ao fim.
Vi num post do @saulomileti, no B9

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Polêmica | A Publicidade criativa nos tempos do "politicamente correto"


Matéria publicada na Revista Exame (leia aqui), em 13/10/2011, discute a polêmica campanha da Hope, com Gisele Bündchen, que suscitou diversos debates sobre a liberdade de expressão publicitária e a linha "politicamente correta" dos dias atuais. Abaixo, trecho da matéria:

"Humorista dos mais queridos por crianças e adultos nas décadas de 70 e 80, o ator e músico Antônio Carlos Bernardes Gomes dificilmente faria sucesso nos dias atuais. Bernardes encarnava o trapalhão Mussum, um simpático sambista que fazia rir com suas piadas, trejeitos e gírias como “cacildis”, “forévis” e “mé”, a forma quase carinhosa como ele se referia à cachaça.

Há cerca de 30 anos, as brincadeiras de Mussum, mesmo as que envolviam o “mé”, eram vistas apenas como o que realmente eram: brincadeiras.

Hoje, diante do surgimento de uma patrulha moralista que tenta barrar propagandas e quadros de humor que lancem mão de situações engraçadas do cotidiano, sob o pretexto de proteger a família, as mulheres, as crianças, os homens e as minorias mais variadas, as referências à bebida feitas pelo comediante seriam certamente apontadas como apologia ao alcoolismo.

Nos dias de hoje, Bernardes correria um grande risco de nunca se tornar um Mussum. Felizmente, para ele e para quem o assistiu, a época era outra e até hoje o humorista é lembrado como um camarada engraçado e boa gente, e não como um bebum mau-caráter.

Outros atores, modelos, roteiristas e publicitários, contudo, não tiveram a mesma sorte. Vivem em um momento em que há riscos de ser processados pela sociedade protetora dos animais caso façam piadas envolvendo papagaios.

Recentemente, a modelo mais famosa e bem paga do mundo, a gaúcha Gisele Bündchen, tornou-se alvo da patrulha politicamente correta. A campanha que estrela para a marca de lingerie Hope foi acusada de denegrir a imagem da mulher.

Nos filmes da campanha, Gisele aparece conversando com um marido imaginário e dá notícias desagradáveis, como a batida do carro, o estouro do cartão de crédito e a chegada da sogra (dele) para morar com o casal, sempre em duas versões. Em uma delas, a modelo aparece vestida de forma simples e surge a legenda: “errado”.

Na outra, Gisele se exibe de calcinha e sutiã da Hope. Nesta, a legenda é: “certo”, referindo-se à melhor forma dedar notícias ruins. Para finalizar, a campanha criada pela agência Giovanni+DraftFCB usa o slogan “Você é brasileira, use seu charme”.

Há uma pitada de machismo na peça? Claro que sim — como em piadas que contamos a amigos e amigas. Na época em que Mussum fez sucesso com a criançada, esse seria apenas mais um filme de 30 segundos exibido antes de recomeçar o programa de TV.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pós-Graduação | O que esperar de uma Pós em Comunicação Digital?


Com o rápido amadurecimento do mercado digital brasileiro, a busca por profissionais qualificados tornou-se o grande desafio de empresas e agências.

Compreender que atuar com mídia digital é mais do que criar perfis no Twitter ou no Facebook e requer aprofundamento teórico aliado à prática é fundamental para quem deseja ter sucesso neste novo mercado.

Em todo o Brasil relata-se a dificuldade de encontrar bons profissionais, que não sejam apenas geeks fissurados por redes sociais, mas que entendam de comunicação nesta nova era digital.

Alinhadas a esta realidade, muitas instituições de ensino criaram cursos de pós-graduação "lato sensu" (especializações e MBAs) voltados para esta área. E aí surgem as dúvidas: qual a melhor Pós para cursar?

Nos últimos 8 meses tive a oportunidade de ministrar Módulos de Pós-Graduação relacionados a Marketing e Comunicação Digital em diversas instituições em Curitiba e outras cidades (PUCPR, Opet, Uninter/IBPEX, FAG Cascavel, entre outras). Muitos perguntam qual seria a Pós "ideal", mas esta resposta depende de outras perguntas: o que você pretende, qual sua área de especialidade, objetivos profissionais e outras.

Pensando no amadurecimento dos cursos de Pós-Graduação na área de Comunicação Digital, pretendo fazer uma pesquisa para ouvir o que estudantes e profissionais da área (e interessados) gostariam de ver em Curso de Especialização. Então, o espaço dos comentários está aberto; participe e deixe sua colaboração. ;)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sociedade 2.0 | 10 motivos por que os executivos (e professores) não blogam

Há alguns meses, a Revista ÉpocaNegócios publicou interessante matéria intitulada "Cadê seu blog, presidente?", que teve origem numa pesquisa realizada pelo Mauro Segura (conheça melhor aqui).
Ele perguntou a dez executivos, de diferentes empresas, o motivo deles não terem blogs ou não participarem ativamente das redes sociais. As respostas não o surpreenderam, mas o deixaram incomodado.


Certamente esse mesmo parâmetro pode ser usado na educação. Por que os professores não blogam? Vamos refletir!

Aí vai: Por que você não bloga? (reproduzido do blog do Mauro: A Quinta Onda)

"1- FALTA DE TEMPO
A maioria alega falta de tempo. Todos eles afirmaram que os blogs e as redes sociais significam relacionamento, portanto dedicar tempo é pré-requisito fundamental. Eles acham que se o blog for bem, existe o risco deles precisarem de cada vez mais tempo para manter o diálogo. Ficou claro que a falta de tempo é uma síndrome de todos os executivos.

2- MEDO DE ENTRAR EM DISCUSSÕES POLÊMICAS
A maioria acha que os funcionários usarão a rede social interna de empresa para reclamar de alguma coisa da empresa ou do ambiente de trabalho: salário, benefícios, clima, instalações, etc. Ou seja, existe a percepção de que os funcionários tratarão a rede social como um canal de críticas e registro de insatisfação. Eu, particularmente, não acredito nisso. Existem pesquisas que mostram que a maioria dos funcionários nas empresas usam os blogs e redes como via para colaborações construtivas e positivas. Afinal, ao se identificar com seu nome e senha para comentar numa rede ou blog, o funcionário estará se expondo para toda a empresa, e ele vai querer aparecer bonito na foto, né? Já nas redes sociais externas, para clientes, existe o conceito de que os clientes usarão este canal para fazer reclamações e como complemento aos canais tradicionais de atendimento ao cliente.

3- PERCEPÇÃO DE QUE NÃO É RELEVANTE
Existe um sentimento de que as discussões nas redes sociais poderão não ser interessantes, e isto reforça o conceito da falta de tempo. Afinal, por que alguém vai investir tempo em algo que não julga relevante? A maioria acha que os assuntos serão fúteis. Este é um equívoco, pois um dos maiores benefícios das redes sociais é evidenciar os assuntos que interessam à comunidade. Na verdade, o conceito é exatamente o oposto do que os executivos disseram, ou seja, os executivos deveriam usar as redes sociais para descobrir e entender os principais temas que preocupam a comunidade e trabalhar neles.

4- INSEGURANÇA DE ATÉ ONDE VAI A CONVERSA
Este é um conceito interessante. Alguns executivos sentem medo de uma conversa sem fim. É como se um determinado assunto começasse a ser discutido e os posts/comentários subsequentes levassem a conversa para um patamar exageradamente específico e desinteressante, quase pessoal. É como se a rede social fosse usada para discutir/evoluir a respeito de uma situação individual, que seria desinteressante para a comunidade como um todo. Ou seja, existe uma insegurança de quando terminar a conversa sobre algo.

5- INSEGURANÇA PARA ESCREVER
Alguns poucos me disseram que se sentem inseguros para escrever e alegaram falta de fluência na escrita. Usaram a expressão "eu estou enferrujado". Outros me disseram que gostariam da ajuda de alguém para escrever no blog ou rede por eles, mas sempre sob sua supervisão e orientação.

6- RISCO DE IMAGEM
Este foi um ponto citado por alguns, mas não senti que é um grave problema. Existe uma insegurança de que muitos funcionários falando sobre a empresa poderão causar problemas de imagem, especialmente porque dará visibilidade de algumas situações negativas que podem estar confinadas a algum departamento ou setor da empresa, e que numa rede social teriam ampla divulgação e/ou debate. A preocupação aumenta se imaginarmos uma rede social ou blog externo.

7- VAZAMENTO DE INFORMAÇÃO
Esta é uma preocupação geral, mas notei que ela é mais evidente nas empresas onde não existe a cultura de "proteção à informação". Os executivos que trabalham nas empresas onde os funcionários já são treinados e têm consciência do que é informação, se mostraram bem mais relaxados com este tipo de preocupação.

8- MEDO DE DIZER QUE NÃO DEU CERTO
Este é um conceito interessante. O maior problema de um blog é que ele é um passo de difícil retorno. Se o blog der certo, a tendência é ele consumir cada vez mais tempo e atenção, ocupando mais espaço na agenda do executivo (e este é um temor já descrito no primeiro item). Se o blog der errado, o executivo vai se expor e terá de reconhecer que errou em alguma coisa. Ou seja, o lançamento de um blog sempre tem seu preço, mas o medo de fracassar aterroriza os executivos. Já imaginou ter de reconhecer de que não foi capaz de estabelecer e sustentar um diálogo com a comunidade?

9- IMAGEM PERANTE OS COLEGAS EXECUTIVOS
Este é um feedback inesperado. Acredite se quiser, mas existe ainda entre os executivos a imagem de que ter um blog é para quem tem tempo sobrando, para quem está mais à vontade para navegar pelas redes sociais. E esta não é uma imagem que os executivos desejam demonstrar para os seus outros colegas executivos, né? Eles têm que se mostrar bastante atarefados, angustiados e apressados. Um dos executivos me contou que lançou um blog pessoal no passado, ao contar para o chefe, a resposta dele foi: "que bom que você tem tempo para isso".

10- A COMUNIDADE NÃO ESTÁ PREPARADA
De maneira geral, os executivos alegam que a comunidade com que desejam interagir não está preparada para usar as mídias sociais de maneira adequada. Os motivos são alguns dos citados nos itens anteriores. A surpresa aqui é que eles "jogam a culpa" nos outros, esquecendo que eles próprios parecem também não estar preparados para o mundo das redes, conforme evidenciado em alguns medos já descritos acima. Daí eles alegam que precisam esperar um pouco mais.

Apesar de algumas preocupações exageradas e o tradicional receio de entrar em algo novo, eu adorei descobrir que ninguém citou a velha questão da perda de produtividade. Isso foi muito bom. O mito da perda de produtividade é algo que sempre me incomoda. Outra coisa boa é que todos falaram que está cada vez mais impossível não ter um blog ou negligenciar as redes sociais. Foi bom saber que eles estão incomodados com a distância das redes. Enfim, todos têm que consciência que terão que entrar nas redes em breve.

Se eu tivesse que resumir todo o texto acima em poucas palavras, eu diria que os executivos não blogam por 2 motivos básicos:
1- Porque acham que vão perder tempo;
2- Porque têm medo do diálogo."

Não há dúvida de que o medo e a falta de conhecimento ainda bloqueiam grande parte do fluxo de comunicação que a tecnologia nos permite hoje. Infelizmente.
Vamos dar nossa contribuição para a mudança?

domingo, 3 de julho de 2011

Surfando na Cauda Longa


O fenômeno dos sucessos instantâneos da web comprovam a grande revolução que vivemos. Uma boa maneira de entender o que se passa é analisar a chamada "teoria da cauda longa" do autor americano Chris Anderson.

Antes, tínhamos pouca oferta de produtos que por sua vez possuíam grande popularidade.
Hoje, múltiplas e infinitas ofertas, que buscam popularidade em segmentos específicos.
Basicamente, é a mudança do mercado de massa para o mercado de nichos.
Abaixo, gráfico que ajuda a compreensão desta nova realidade.

A proliferação de produtos, novas mídias e a tecnologia desempenham papel de propulsores deste movimento; a internet, especialmente, é decisiva.

Na prática: não dependemos mais de meia dúzia de jornais para termos acesso às últimas notícias.
Um artista não depende mais da televisão para se tornar celebridade.
Um músico não depende mais das (meia dúzia de) produtoras e gravadoras para conquistar o público.

Sucessos da web comprovam esta realidade, onde o poder da comunicação está descentralizado e cada vez mais o indivíduo tem força através de suas redes sociais.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eventos | IV Papo Aberto em Curitiba

A UniBrasil (Faculdades Integradas do Brasil) promove, no dia 2 de junho, a partir das 19h, o IV Papo Aberto. O simpósio conta com a presença de renomados profissionais da área, como Flávio Baraf, responsável pela Comunicação Institucional do GRPCOM, Marco Greiffo, responsável pela Comunicação Interna da Volvo do Brasil, e a Relações Públicas do Sistema FIEP, Adriana Brandão.

O evento é destinado a alunos dos cursos de Comunicação Social e ao público em geral. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas no site
www.unibrasil.com.br

O Papo aberto está na 4ª edição, e este ano os participantes concorrem a prêmios do grupo O Boticário e da Chinfra Skateboard. Para mais informações acesse os perfis do evento no Twitter (@IV_Papo_Aberto) e no Facebook (Papo Aberto IV Edição) ou entre no blog, ivpapoaberto.blogspot.com.

Serviço:
IV Papo Aberto
Local: Faculdades Integradas do Brasil – Unibrasil
Rua Konrad Adenauer, 442 – Tarumã
Auditório Glaci Zancan, bloco 4
Data: 02 de junho
Horário: 19 horas

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mercado | Mídia Exterior e Internet em alta

De acordo com matéria publicada no Meio&Mensagem, "o ritmo desacelerou, mas o mercado publicitário brasileiro mantém sua expansão em 2011. De acordo com os números do Projeto Inter-Meios relativos ao primeiro trimestre , o faturamento dos veículos com a comercialização de espaços publicitários foi de R$ 5,707 bilhões, contra R$ 5,447 bilhões registrados no mesmo período do exercício anterior – desempenho que representou uma alta de 4,77% (sem descontar a inflação).
O avanço foi menor do que o aferido no primeiro bimestre deste ano (7,7%), mas é representativo, já que 2010, ano de Copa do Mundo e também de eleições no Brasil, foi um exercício de crescimento robusto.

O crescimento do primeiro trimestre continuou impulsionado pela mídia exterior, internet e TV Aberta, com alta de 15,78%, 12,7% e 7,06%, respectivamente. Já o meio revista iniciou uma reação nos números do ano. Após um recuo de 11,4% no primeiro bimestre, a mídia encerrou o primeiro trimestre com alta de 2,2%.

A Tv por assinatura também apresentou um resultado positivo: crescimento de 4,01%. Por outro lado, Guias e Listas (-21,15%), Cinema (-17,82%), Jornal (-4,02%) e Rádio (-2,51%) foram na contramão do mercado".

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Isso é Publicidade Abusiva. Ou não.

Publicidade abusiva, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é aquela (entre outras coisas) capaz de induzir o consumidor a se comportar de maneira perigosa ou prejudicial à sua saúde e segurança.
Será que um consumidor pode ser induzido a brincar com fogo através dessa campanha da Burn?
De acordo com Lauro Jardim, do Radar Online da Veja, um cidadão de Florianópolis viu um outdoor com essa imagem e a frase “Brinque com Fogo” e reclamou ao Conar. O Conselho de Autorregulamentação Publicitária concordou com essa visão e mandou sustar a propaganda nos outdoors.

Sem dúvida, mais uma questão polêmica envolvendo a aplicação da lei; mas afinal, é Publicidade Abusiva ou não?

(dica do @marciol_r)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eventos | Seminário Marketing 2.0: Branding

Curitiba recebe mais um interessante evento sobre marketing digital, realizado pela Academia de Marketing. O Seminário de imersão em Estratégias de Marketing e Branding para ambientes Digitais ocorre de 25 a 27 de abril e promete provocar importantes reflexões sobre as transformações que estão ocorrendo no mercado e na sociedade.

O Grupo WPM (Outdoormídia, Centermídia e Green Digital) é apoiador do evento, firmando seu posicionamento de destaque no mercado paranaense como fomentador dos mais importantes eventos e cursos relacionados ao marketing, mídia e novas mídias.

Saiba mais sobre o seminário:

Tópicos a serem abordados:

- Cenários do Marketing - tradicional & digital

- Estratégia e Reputação de Marca na Web

- E-commerce - Direito Digital - Branding - E-branding





Público-alvo:

- Executivos da Indústria, Comércio e Serviços

- Entidades Públicas, ONGS, OSCIPS

- Agências de Comunicação e Internet

- Profissionais de Marketing e TI

- Professores e Estudantes

CONTATO: Fones: 41. 9922 4777 ou 9922 4776
E-mail: organizacao@mkt20.com.br

terça-feira, 5 de abril de 2011

Outdoor do Futuro (ou do presente?!)



Para quem não acredita(va) na evolução da mídia exterior. Dispensa comentários.

(dica do @otomoreira)

quinta-feira, 17 de março de 2011

ETC Brasil | Debatendo redes sociais, conexões e solidariedade em Curitiba


[via ETC Brasil] Décima segunda edição do ETC Curitiba, o primeiro encontro de 2011, vem para entrar para história. Dentro da programação do Mega PodCast Código Livre, o maior podcast do mundo. Será realizado dia 19-03-11 das 16:00 as 18:00 na Aldeia Coworking Curitiba.

Iríamos falar sobre as conexões entre as pessoas nas redes sociais, mas com os últimos acontecimentos no litoral paranaense impossível não falar sobre A Solidariedade nas Mídias Sociais.

As últimas chuvas provocaram grandes destruições em algumas cidades do Paraná, mas as cidades de Antonina, Paranaguá, Morretes e Guaratuba, foram as mais atingidas, dezenas de famílias desabrigadas, as cidades estão isoladas por conta dos deslizamentos, quedas de pontes, comunidades estão luz, sem telefone e sem água potável, deixando o litoral paranaense completamente isolado e com grandes dificuldades.

Então o ETC Curitiba vem com o propósito ajudar as vítimas do nosso litoral. Nosso debate terá como tema: A Solidariedade que sempre encontramos nas mídias sociais, a mobilização que inicia nas redes sociais digitais e que ganham força na sociedade. Vamos mostrar como as mídias sociais conseguem informar, e principalmente ajudar as vítimas de catástrofes.

Teremos os convidados:

Ana kretzmann: Administradora, Twittteira, Gerente de Projetos – PMP, Palestrante, Curadora do @ETC_POA, Co-Host do TEDxCuritiba, Consultora e Especialista em Serviços de Valor Agregado e Soluções de Negócio Telecom, Instrutora sobre Tecnologia, Gerações de Tecnologia e Telecom. Apaixonada por redes, pessoas e em movimento por um mundo melhor.

José Ricardo Garcia: Consultor, Professor, Palestrante. Atua na área de Telecom como consultor de canais alternativos. Compartilhar conhecimento é sua satisfação.

Maria Rafart: Psicóloga, palestrante, compositora de música sertaneja e âncora do programa 91 Minutos-talk show diário, na programação há 7 anos da rádio 91 rock.

Ney Queiroz: Diretor Executivo | Grupo WPM, Coordenador dos Cursos de Publicidade e Propaganda e Relações Públicas na UniBrasil, Professor de Mídia e Novas Mídias, Editor do blog midiaeconsumo.com.br.

Ricardo Dória: Um cara do bem, de bem.

Para mediar o debate:

Fernanda Musardo: Coordenadora do ETC BRASIL, consultora digital, analista de mídia social, Palestrante da Conferencia Internacional de Cidades Inovadoras, organizadora do TEDxCuritiba, apaixonada pelas pessoas.

Então venha para o 12º ETC Curitiba participe do nosso debate sobre “A solidariedade nas Mídias Sociais” e traga sua doação.
Será a 1ª edição do ETC Curitiba que iremos “cobrar o ingresso” estamos pedindo sua colaboração com água mineral.
Participe e colabore. Contamos com você!!

Sobre o ETC BRASIL
Encontro de Twitteiros Culturais do Brasil, rede que reúne twitteiros que têm como objetivo disseminar a cultura e educação nas redes sociais, utilizando o Twitter como seu principal canal. Através dos debates, levantando questões de importância, provocando discussões e levando o público à reflexões em um ambiente livre de circulação de ideias. Presente em 18 cidades do Brasil, espalhadas por 14 estados do Brasil, com presença atuante em Barcelona, Turquia e Amsterdam.

Sobre o Mega PodCast:
O maior podcast do mundo! 24 horas de podcast ininterruptos, que como todo podcast do Código Livre será transmitido ao vivo pela internet para que as pessoas possam acompanhar e como sempre participar se tornando parte ativa do show. Com inicio para ao meio dia de 19-03-11 e término as 12:00h do dia 20-03-11 na Aldeia Coworking Curitiba. Uma idealização e realização de Ricardo Macari, Bia Kunze e Adriana Tamy com apoio de: Aldeia CoWorking / ETC Curitiba / GVT / Vivo / PayPal Brasil / LinuxMall.


INFORMAÇÕES:

12º Edição do ETC Curitiba
Data: 19-03-11
Horário: 16:00 as 18:00
Local: Aldeia Coworking (Marechal Deodoro 262, Galeria Suissa, 1º andar, centro Curitiba PR)
Ingresso: 5 litros de Água Mineral
Organização: Fernanda Musardo
Contato: Curitiba@etcbrasil.com.br

Atenção Alunos! - aqueles que participarem do evento ganham um "bônus" de 0,5 na média!

terça-feira, 15 de março de 2011

Geolocalização | Novas oportunidades de Marketing


No primeiro momento, pode parecer total falta de privacidade, mas a nova febre dos aplicativos móveis de Geolocalização (a exemplo de Foursquare, Google Places, iLocal, entre outros), representa novas oportunidades de marketing para pequenos e grandes anunciantes.

Conforme matéria publicada pela Exame, "a geolocalização tem suscitado uma nova modalidade de marketing e publicidade. E como um boca a boca virtual, o alcance é considerável, como no último Super Bowl em que mais de 200 mil fãs fizeram check in – forma de conexão dos usuários - na plataforma Foursquare para sinalizar apoio aos seus times e ganharem descontos na loja NFL.com.

Outro case foi a campanha da Mattel para a Barbie, em 2010, também via Foursquare. O brinquedo tem 17.600 seguidores no Twitter e cerca de 440 mil no Facebook, sendo que mais de 200 mil foram adicionados a partir de uma ação no Foursquare para divulgar um vídeo promocional da boneca".


Vários estabelecimento brasileiros já tem criado "specials", que são promoções especiais para os check-ins que recebe, desde descontos em refeições, até brindes, sobremesas e outros mimos, reescrevendo os Planos de Fidelidade já tradicionais.

Embora ainda pouco conhecidas do grande público, especialmente no Brasil, as ferramentas de geolocalização tem se tornado cada vez mais úteis para marcas e consumidores.
E, como sempre, quem sai na frente tem todas as vantagens.

Para saber mais:

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pós-graduação | Atualização permanente para um mundo em transformação


Completar um curso de graduação é uma grande conquista, mas já não é o bastante, especialmente em mercados competitivos e em constante evolução; nas áreas de marketing e comunicação, especialmente, a busca por uma formação continuada é uma exigência cada vez maior.

Assim, fazer uma pós-graduação deve significar mais do que um certificado; é a reciclagem essencial que todo profissional deve buscar.

Em Curitiba diversos cursos de especialização / MBA oferecem opções para os mais variados interesses. Entre eles, destaco o MBA Marketing da Opet, do qual tive oportunidade de conhecer mais profundamente ao ser convidado para ministrar o módulo de Comunicação Integrada.

Se você tem interesse nessa pós, deixe um comentário que será analisado pelo coordenador e concorra a uma bolsa de 20%. Para saber mais, contate diretamente @achilesjunior no twitter.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Jornais diários em papel: batalha perdida?


Que a mídia tradicional tem que se "reinventar' para sobreviver a esta "Era da Mídia Social", todos já sabem; mas a luta da mídia impressa tradicional, ao que tudo indica, parece perdida. Jornais diários em papel estão com os dias contados; não as revistas, muito menos os livros; jornal diário em papel, por outro lado...

Depois do Jornal do Brasil, o tradicionalíssimo JB, ter cessado sua versão impressa, permanecendo apenas online, diversos outros jornais seguiram o mesmo caminho, a exemplo de O Estado do Paraná.

E aqueles que permanecem, encaram outra batalha: o fenômeno dos populares, que tem como público-alvo as classes C e D e conquistam cada vez mais espaço.

Conforme dados publicados pelo Meio&Mensagem, "a principal novidade é a perda de liderança da Folha de S. Paulo, que era o jornal de maior circulação no país desde 1986. Embora já tivesse perdido a liderança em alguns meses, em 2010 isto ocorreu pela primeira vez no consolidado de um ano. O topo do ranking do ano passado foi do Super Notícia, título popular de Belo Horizonte. Enquanto a Folha manteve estabilidade, na casa dos 294 mil exemplares por edição, o Super Notícia cresceu 2%, atingindo média de 295 mil".

Os 10 jornais de maior circulação no Brasil em 2010 e suas respectivas médias por edição foram:
1º Super Notícia: 295.701
2º Folha de S. Paulo: 294.498
3º O Globo: 262.435
4º Extra: 238.236
5º O Estado de S. Paulo: 236.369
6º Zero Hora: 184.663
7º Meia Hora: 157.654
8º Correio do Povo: 157.409
9º Diário Gaúcho: 150.744
10º Lance: 94.683

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Infográfico | A Internet no Brasil

O blog OJornalista.com publicou excelente infográfico sobre o uso da Internet no Brasil no ano de 2010. O gráfico foi elaborado com base no Censo 2010, em uma pesquisa da F/Nazca e em dados do Ibobe Net Ratings.





quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

10 Tendências de Consumo de Mídia


O site AdNews publicou a tradução de interessante matéria veiculada pelo Advertising Age, que listou o que considera ser as 10 tendências globais de consumo de mídia. Na análise, muito sobre TV, jornais impressos e, evidentemente, o crescimento do digital e suas redes sociais, além da platafatorma móvel. O Brasil e outros mercados em desenvolvimento são citados.

Confira a tradução na íntegra, apresentada pelo Adnews:

Enquanto estamos obcecados com a carnificina (crise) nos mercados de mídia americana nos últimos anos, o cenário da mídia mundial tem espelhado uma economia mais ampla – o que quer dizer que as nações desenvolvidas estão se fragmentando enquanto nações em desenvolvimento estão tendo sucesso. Isto é tão verdade para TV e jornais como é também para vídeos online e mobile.

O mais recente estudo do Ad Age Insight’s, de Greg Lindsay, é um olhar sobre como as mídias estão realmente sendo consumidas ao redor do mundo, além de seu aspecto de puro negócio. Abaixo, 10 tendências que estão moldando o consumo em mercados tradicionais e emergentes.

1) Mesmo relativamente, a população pobre agora considera a TV uma necessidade

Em 2010, quase metade dos lares indianos já tem TV. Em 2001, a porcentagem era menos de 1/3. Mas em áreas urbanas, esse número salta para 96%. (Compare isso a 7% de indianos que usam a internet). No Kenya, por exemplo, a taxa de penetração da TV cresceu de cerca de 60% para 70% em quatro anos: de 2005 a 2009, mesmo tendo um crescimento de quase metade dos números de lares mensurados. Mesmo nas favelas de São Paulo, o aparelho de TV é líder em vendas na cadeia de varejo Casas Bahia, apesar de o fato de que os moradores tendem a não terem eletricidade ou água corrente.

2) Apesar da internet, estamos assistindo mais e não menos

Na média, os EUA assistiram a 280 minutos de TV por dia em 2009, mais de 4,5 horas e um aumento de 3 minutos em relação ao ano anterior. Um crescimento similar pode ser visto em todo o mundo, onde a média das pessoas que assistem à TV é de 3 horas e 12 minutos por dia.

3) O que o mundo está assistindo? Futebol americano, American Idol – como concursos e telenovelas

A Copa do Mundo de 2010 foi o evento televisivo mais visto da história, transmitido em todos os países (incluindo a Coréia do Norte) e conquistando uma audiência média de 400 milhões de espectadores por jogo. Mais de 1/3 das músicas do Afeganistão para “Afghan Star”, versão do país, foi para “American Idol”. A TV Globo, por exemplo, tem transmitido novelas produzidas localmente desde os anos 1970, e muitas das quais atingem audiência de 80 milhões de telespectadores.


4) EUA e a Europa Ocidental estão perdendo circulação de jornais, mas o resto do mundo vive o sucesso do jornal

Em números de títulos e circulação, Ásia, África e a América Latina estão subindo em um ritmo anual de dois dígitos. China e a Índia são agora os lares de quase metade dos 100 melhores diários (jornais), com jornais que ostentam média de circulação de 109 mil exemplares, ou mais. Apenas na Índia, o número de jornais pagos subiu 44% e chegou a 2.700 títulos desde 2005, respondendo por mais de 1/5 de todos os títulos de jornais do planeta.

5) Aqui esta o porquê de você manter os olhos no Facebook

Quando se trata de tempo de permanência no site, o Facebook massacra todos os rivais com 6 horas contra menos da metade para todos os outros sites considerados top 10.
A base de usuários da rede social de Mark Zuckerberg é 517 milhões de pessoas e 70% deles vivem fora dos Estados Unidos. De acordo com o estudo da rede DDB, de 1.642 usuários internacionais do Facebook, a média de fãs auto-declarados é de 31 anos, sendo que eles seguem 9 marcas. ¾ deles (76%) já clicaram em “curtir” para sinalizar que são fãs da marca. Em contrapartida, 95% deles esperam um tratamento especial e 94% estão dispostos a defender a marca se necessário.

6) Os cyber cafés são portas de entrada para populações de mercados emergentes se conectarem

A inovação dos “cyber cafés” tem ajudado a propagar o uso da internet nos mercados emergentes. Na Coréia do Norte, pessoas podem alugar acesso à banda larga por cerca de 80 centavos à hora, eliminando a necessidade de dispendiosas assinaturas mensais, e levando uma rede de relacionamento social para a Coréia e jogos online multiplayer. Cyber Cafés ou “warnets”, desde então, se espalharam para a Indonésia, onde apenas 5% dos lares têm um PC; e para o Brasil, onde os cafés são conhecidos como “LAN houses” e têm taxas de hora em hora tão baixas na casa de 1 dólar.


7) Os BRICs levam ao consumo de vídeo online

Brasil, Rússia, Índia, China e Indonésia sediam os consumidores mais ávidos por vídeo online. Usuários de internet na China e Indonésia, por exemplo, eram 26% mais ávidos do que a média de usuários global para consumo de vídeos online, enquanto os indianos eram 21% mais ávidos, enquanto russos e brasileiros representam 11%. A internet, cada vez mais, tende a se tornar TV. Em 2009, 1/3 de todo o tráfego da internet foi vídeo. Este ano, o número subiu para 40% e a tendência é que chegue a 91% até 2014, segundo a Cisco.

8) Taxas de uso e penetração da internet são prejudicadas pelos custos de acesso. Do mobile, não

Apenas 81 milhões de indianos (7% da população) usam a internet, mas seis vezes mais (507 milhões) têm celulares. O mesmo padrão acontece mundo afora. Testemunhas da relação PC x penetração móvel: na China (20% vs. 57%); Índia (4% vs. 41%); Brasil (32% vs. 86%); e Indonésia (5% vs. 66%).

9) Netbooks, leitores digitais e tablets vão impulsionar o crescimento do uso da internet

A proliferação de novas telas como netbooks, leitores digitais e tablets deverá duplicar o tráfego de IP até 2014, segundo a Cisco. Até lá, o equivalente a 12 bilhões de DVDs será compartilhado mensalmente pela internet. O condutor de maior crescimento é o vídeo – data-rich 3D e HD streams entregue aos computadores, aparelhos de TV e telefones, que irão levar o tráfego móvel global ao dobro a cada ano para o futuro próximo.

10) Num futuro próximo, a previsão para os hábitos de mídia do mundo está em uma palavra, ou mais:

O tempo gasto com computadores tem triplicado nas últimas décadas entre crianças de 8 a 18 anos. A maior parte do tempo gasto deste grupo é em mídia social, seguida no ranking por jogos, sites de vídeo e mensagens instantâneas. O “pacote” consumido por crianças engloba na média um total de 10 horas e 45 minutos de conteúdo de mídia em um período de 7 horas e meia de exposição.Agora faça um exercício: imagine o quanto este grupo irá consumir em média, em 10 anos, quando eles entrarem no mundo dos negócios e começarem a consumir de fato.

Tradução: Guilherme Cintra Franco

Fonte: AdNews

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

FMDS | Fórum de Mídias Digitais e Sociais 2010

A terceira edição do FMDS - Fórum de Mídias Digitais e Sociais acontecerá nos dias 03 e 04 de dezembro, no Centro de Eventos da FIEP (CIETEP), em Curitiba.

De acordo com a organização do evento, "o objetivo principal do FMDS 2010 é promover discussões entre empresas e profissionais sobre as melhores práticas, técnicas e resultados no uso das diversas ferramentas e estratégias na Internet, sobretudo utilizando as mídias digitais e sociais".

Tive o prazer de ser convidado para realizar uma das palestras, que será no dia 04/11, período da tarde. Mais detalhes:

Palestra | Do Monólogo para o Diálogo. Os novos desafios da comunicação na era da Mídia Social.

O mundo mudou e a comunicação também. O velho modelo de interrupção das mídias tradicionais está dando lugar ao envolvimento das novas mídias.

Isso tudo não é mais novidade, mas entender esse cenário e estabelecer estratégias específicas ainda é um desafio para profissionais de marketing e comunicação.

Essa palestra apresenta as características deste novo ambiente, seus personagens e cases de sucesso e fracasso; serão analisadas ações que geraram grande repercussão, visando estabelecer pontos em comum (positivos e negativos) destas estratégias e que servem de inspiração para novos projetos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Artigo | A Nova Mídia Social

A Nova Mídia Social

em mundo cada vez mais social

A sociedade em que vivemos carrega consigo uma série de novidades ainda não digeridas por pesquisadores, analistas e muito menos pelos cidadãos.

A grande quantidade de informação, aliada às novas tecnologias, está construindo uma nova realidade pós-moderna, transformando e recombinando tudo o que já se viu, especialmente no que diz respeito à Mídia.

Para buscar melhor entendimento deste desafiador cenário, mostra-se de fundamental importância a análise dos fatores que contribuem para a construção desta nova sociedade da informação, também chamada “cibercultura”. Entre os fatores determinantes para esta nova realidade, destacam-se: a “hiper-informação” e o poder individual voltado para o social, conforme analisamos a seguir:

  1. A Era da Hiper-Informação

Vivemos na Era da Informação. Vivemos numa era de bombardeios diários e ininterruptos de todo tipo de informações: jornalísticas, publicitárias, inúteis...

Segundo pesquisa publicada pela Universidade de Berkeley, cada cidadão recebe atualmente cerca de 34 Gigabytes de informação por dia. É evidente que não é possível assimilar todo o conteúdo a que estamos expostos.

Assim como aqueles sujeitos que vivem próximos às linhas de trem e encontram maneiras de se ajustar ao barulho, os cidadãos estão encontrando maneiras de se ajustar ao “barulho midiático’ atual. Como conseqüência, filtros são criados consciente e inconscientemente, fazendo com que apenas aquilo que lhes é relevante seja absorvido; a maior parte é descartada. E-mails, folhetos, outdoors, comerciais de TV e rádio, sites, tudo é filtrado pelo cidadão pós-moderno, com cada vez mais intensidade. Falar com este público é um desafio sem precedentes, considerando que aquilo que sempre funcionou, talvez não funcione mais; ou, no mínimo, não seja tão eficiente como antes.

A este imenso turbilhão informativo, soma-se o avanço tecnológico, que permite a disseminação de conteúdos de maneira global e instantânea, como jamais ocorreu na história. Além do acesso à informação, o novo cidadão contemporâneo pode facilmente produzir e compartilhar conteúdo, criando um novo e determinante fator, baseado no poder individual de milhões de novos produtores de informação.

  1. O poder individual e a força social

Até a primeira década dos anos 2000, o poder da mídia esteve concentrado nas mãos de poucos. Donos de emissoras de televisão, de rádio, revistas e jornais eram os detentores do “poder” da comunicação. Eram eles que ditavam as regras; eram eles que pautavam o que deveria ou não ser notícia; eram eles que criavam e destruíam celebridades, hits, modas e tendências. Eram. A internet, especialmente suas ferramentas “2.0’ , abriram as portas da produção de conteúdo para os indivíduos. Está sendo formada uma nova geração que não se satisfaz apenas em receber; ela quer contribuir, colaborar, compartilhar. É a geração que publica vídeos no Youtube, textos no Wikipédia, compartilha seu dia-a-dia no twitter, Orkut e Facebook, além de tantas outras redes sociais.

Hoje, os blogs ocupam espaço lado a lado com os portais das grandes redes como os novos formadores de opinião.

Como disse Chris Anderson, hoje as “formigas têm megafones”. E elas têm muito a dizer. Essas formigas querem compartilhar suas experiências, criticar serviços, elogiar empresas, dar opiniões sobre política, esportes e sobre tudo o que é relevante para sua vida.

3. O Mundo Social

Assim, vimos que essas transformações estão impactando os mais variados setores da sociedade, sobretudo os meios de comunicação. A mídia tradicional já está se reinventando para sobreviver neste novo mundo. Novas mídias aparecem para dar vazão a estes anseios do novo cidadão 2.0., que é um consumidor 2.0, eleitor 2.0, indivíduo 2.0.

Essas características contribuem para a constatação que de fato vivemos num mundo novo. Um mundo onde a socialização da informação já é realidade. Seja para cobrir as eleições no Irã, idolatrar o Justin Bieber ou a Lady Gaga ou mesmo pedir para o Galvão calar a boca: agora, a mídia é social. E o poder da mídia agora está nas mãos de milhões de pessoas que, juntas, ditam o que são as novas tendências, ou os “Trending Topics”. Os monopólios da mídia de massa tradicional estão ruindo num mundo cada vez mais social. Estejamos preparados!

Autor: Ney Queiroz de Azevedo, Mestre – PUC/PR. Professor de Mídia, Novas Mídias e Tendências em cursos de MBA e graduação. Diretor Executivo do Grupo Outdoormídia. Palestrante, especialista na área de mídia e novas mídias e Editor do blog www.midiaeconsumo.com.br

Contato: neyqueiroz@outdoormidia.com.br | twitter.com/neyqueiroz