sábado, 23 de março de 2013

A Mídia Social e a Democratização da Comunicação




Os meios tradicionais de comunicação (TV, rádio, jornal e revista) sempre foram ferramentas de comunicação de massa. Mídias caras para grandes audiências. Nesse modelo, grandes anunciantes sempre alcançaram seus resultados falando de maneira padronizada para todos, enquanto empresas sem grandes orçamentos de comunicação ficavam marginalizadas, esquecidas por veículos e por agências de propaganda, envolvidas com grandes contas e suas comissões e BVs.

O século 21 chegou e os tempos da comunicação também mudaram. A Cauda Longa, de Chris Anderson, está aí e vivemos um tempo de proliferação de produtos e diversificação da mídia. 

As redes sociais permitem que marcas e consumidores convivam diariamente num ambiente único, gerando uma série oportunidades e também de riscos. Algumas empresas, pela primeira vez, podem expor seus produtos e serviços a grandes públicos.

Convencidos da necessidade de "marcar presença" neste ambiente, muitos pequenos e médios empresários costumam se frustrar em pouco tempo por causa de um erro muito comum: deixar a comunicação digital por conta de alguém que não é da área, o que acaba dando mais dor de cabeça do que resultados.

O caminho, então, seria buscar uma boa agência especializada, mas este caminho não costuma ser assim tão simples. Existem ótimas agências digitais no Brasil, mas os valores cobrados afastam pequenos empresários, repetindo o velho modelo do passado.

Existem, é claro, muitas pequenas agências, e muitas delas não estão preparadas para atender às expectativas de um cliente ansioso pelas oportunidades do “mercado digital”. As PMEs estão cada vez mais estruturadas, com excelentes planejamentos estratégicos, buscando excelência de gestão e buscam parceiros à altura.

As pequenas e médias empresas precisam um modelo próprio de comunicação digital. Essas PMEs merecem atendimento profissional e serviços de excelência, mas sem os altos custos do modelo das agências tradicionais.

Um bom planejamento de comunicação digital das pequenas e médias empresas representa um amadurecimento, não apenas do mercado de comunicação, mas das relações comerciais. Empresas que atuam assertivamente no ambiente digital não apenas geram mais lucros, mas, acima de tudo, beneficiam o consumidor e contribuem para a construção de uma sociedade cada vez mais forte e democrática. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Tendências: 100 coisas para estar atento em 2013


Para quem não viu, segue estudo anual da JWT com as principais tendências para 2013! Vale a leitura!

domingo, 17 de março de 2013

MBA | Mídia e Novas Mídias


Mídia e novas mídias 2013 1e2 from Ney Azevedo

Para os alunos do MBA Marketing, segue o material de base utilizado nas primeiras aulas e a Atividade de início para o trabalho final do módulo:



sexta-feira, 15 de março de 2013

O Consumidor, a Informação e as Cidades

Paris e a clássica Mídia Exterior.
Exemplo de harmonia em uma das cidades mais lindas do mundo.
O dia 15 de março é uma das datas mais importantes que se podem comemorar na democracia brasileira: é o Dia do Consumidor. O Brasil tem avançado muito desde a publicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) em 1990 e um dos pontos mais importantes do amadurecimento da democracia reside na maior conscientização dos cidadãos acerca de seus direitos. 

Uma área, entretanto, ainda é pouco valorizada: a informação, que é um dos princípios fundamentais previstos no CDC. Nos últimos anos temos visto muitas cidades preocupadas com a regulamentação da mídia exterior e esta preocupação é muito positiva. Uma cidade que não normatiza a publicidade ao ar livre é conivente com os abusos e permite que a publicidade irregular (faixas, placas, muros pintados, etc) poluam visualmente, atrapalhando o cidadão e a publicidade regular (outdoor, frontlights, etc) que gera empregos, paga impostos e ajuda a movimentar a economia, como importante meio de comunicação, indispensável ao mercado publicitário saudável.

Cidades que, incapazes de organizar seu espaço público, simplesmente proíbem todo tipo de mídia exterior cometem vários erros, mas principalmente atentam contra um direito do cidadão: a INFORMAÇÃO! A mídia exterior é o meio de comunicação mais democrático, é gratuita e não exige nenhum equipamento para ser acessado.


Em todo o mundo a mídia externa é utilizada para divulgar campanhas sociais, informações sobre campanhas de vacinação e outros avisos que chegam diretamente ao público.
Sob o ponto de vista comercial, as campanhas publicitárias também possuem grande relevância, pois é através delas que os consumidores tem acesso a lançamentos de novos produtos, inaugurações de estabelecimentos, estreias de peças de teatro, filmes e atividades culturais, além de ficarem sabendo sobre promoções e liquidações de preços. Além de informar o público, a publicidade externa ainda contribui para a concorrência leal entre os anunciantes, beneficiando o consumidor.

Sem a mídia exterior nas cidades teríamos espaços frios, "visualmente silenciosos" e democraticamente falidos. O consumidor tem o DIREITO de acessar as informações relevantes para sua vida de maneira fácil, objetiva e de graça! 

Percebe-se, portanto, que a regulamentação da publicidade ao ar livre é extremamente importante, mas a proibição radical é maléfica. Faz mal para a cidade, faz mal para o consumidor e é uma afronta para a democracia.

Cidades inteligentes organizam seus espaços públicos, incentivam formas modernas e seguras de mídia exterior e, acima de tudo, valorizam o cidadão consumidor, proporcionando a ele um dos bens mais valiosos: a INFORMAÇÃO.

terça-feira, 5 de março de 2013

Repensando o Marketing e a Comunicação


A coluna do publicitário Nizan Guanaes na Folha de São Paulo desta terça-feira, 05/03/13, nos traz uma interessante reflexão sobre as mudanças que vem ocorrendo na mídia, na tecnologia e que repercutem no comportamento do consumidor e, por consequência, no Marketing e na Comunicação.

Reproduzo, abaixo, o texto, cujo link original está AQUI.


"Marketing é comunicação, e a revolução da comunicação obviamente é a revolução do marketing.

É uma revolução de várias faces e vertentes: a comunicação entre as marcas e seus públicos é agora um diálogo aberto com vários protagonistas.
Não adianta mais ter um roteiro pronto, por melhor que sejam as falas. É preciso estar pronto para o diálogo, a exposição e o escrutínio permanentes de um público que cada vez mais tem mais informação sobre você, seus fornecedores, seus concorrentes, seus preços, suas práticas comerciais, suas relações com a comunidade.

Logo veremos o dia, e ele parece cada vez mais próximo, em que um consumidor, antes de qualquer decisão de consumo, abra uma pequena tela com todos os dados relevantes sobre aquele produto, a sua marca e o seu fabricante.
Aplicativos para consumidores conscientes crescerão como crescem o consumo consciente e a indústria de aplicativos.

Por isso a marca será cada vez mais coisas. Ou melhor, a marca será cada vez mais valores.
E o marketing cada vez mais será focado nesses valores, já que eles serão cada vez mais relevantes na hora da venda. E da compra.
É o que nos Estados Unidos está se chamando de "purpose marketing", que leva ao consumidor não só as mensagens da marca, mas, principalmente, os valores envolvidos na sua produção.
E, nesse mercado de valores, todos saem ganhando.

Nesta época em que se fala mais da experiência de compra e menos do ato de compra, o marketing de valores estabelece conexões com o consumidor que vão muito além da relação com o produto que ele está adquirindo.
A conexão se expande para os valores da marca e da empresa que a produz, a forma com que a organização lida com o ambiente, as comunidades, seus colaboradores, fornecedores, o país, o planeta.

A cobertura do marketing nesse novo prisma é ampliada exponencialmente para tratar de elementos que antes não tinham essa relevância.
Há uma lógica cristalina nisso tudo: a relação da empresa e da marca com seus clientes e consumidores será muito mais forte se, além da relação comercial via produto, os dois lados estabelecerem uma relação afetiva e cidadã via valores compartilhados.
Sempre existirão céticos e cínicos a dizer que isso não passa de "marquetagem" para vender produto.
Uma resposta cética e cínica é que no mundo da informação isso só pode ser feito se for genuíno e concreto, pois o risco e o custo de ser desmascarado são altos demais para corrê-los.

Hoje ou você coloca os valores sociais e a sustentabilidade dentro do seu modelo de negócios ou você estará fora da onda e corre risco de ficar fora do mercado.
A mensagem do marketing não é mais "compre", mas é "compre de maneira responsável". Compre com sua carteira e com seus valores.
Esse novo marketing afinal acessa, libera e conduz o potencial social natural que existe em toda empresa.
Em vez de buscar apenas o lucro líquido, as empresas precisam buscar também o orgulho líquido.

Se, depois do lucro líquido, não sobrar orgulho do que está sendo feito, um dia provavelmente não vai sobrar nada.
E criar orgulho é muito mais difícil do que criar lucro. É um grande desafio que deve servir como combustível para impulsionar empresas e inovações.
Não é mais sustentável fazer lucro sem cuidar da cadeia produtiva. É preciso dar assistência e horizonte aos colaboradores, ser rigoroso com fornecedores e generoso com as comunidades envolvidas.

No mundo da informação e do consumidor informado, orgulho líquido estará cada vez mais ligado ao lucro líquido.
A melhor forma de competir em mercados globais cada vez mais disputados é ter o melhor lucro dentro das melhores práticas. Lucro e valores podem ter sido inimigos eventuais no passado, mas são grandes aliados neste futuro já presente.
Siga o dinheiro, mas o dinheiro orgulhoso. Diante de novos projetos agora é preciso fazer duas perguntas: Isso dará dinheiro? Isso dará orgulho?"

E surge uma questão importante:
"De que forma essa revolução impacta a Atividade Publicitária? O que muda nas campanhas?"

segunda-feira, 4 de março de 2013

Pós-Graduação | MBA Marketing Político


Quem se interessa por marketing Político e organização de campanhas eleitorais agora tem uma oportunidade única para se especializar na área. O MBA à distância do Grupo Uninter oferece conteúdo específico sobre os temas relacionados a marketing político e eleitoral, sob a coordenação do professor Achiles Júnior, uma das principais autoridades da área no Brasil.

Para um contato direto com o coordenador: twitter.com/achilesjunior
#recomendamos

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mídia Impressa | O Futuro do Jornal

A tecnologia e especialmente as mídias sociais estão provocando fortes impactos nos meios de comunicação. O meio jornal, sem dúvida alguma, é um dos mais afetados.



Não bastasse a ameaça tecnológica, que possibilita o acesso à informação de maneira imediata, através de notebooks, tablets, smartphones e outros devices, os jornais ainda possuem o aspecto ambiental/ecológico como inimigo. O consumo de papel é cada vez mais evitado em todo o mundo.

Ainda pesam contra os tradicionais jornais brasileiros a onda de jornais populares, como o Super Notícia, que tem demonstrado grande crescimento de faturamento e circulação, e, por consequência, roubado leitores e anunciantes.


Todos estes fatores fazem com que o Meio Jornal se repense radicalmente, buscando novas formas e modelos para buscar seu espaço nesta era da informação instantânea e digital.

A grande maioria dos jornais já migrou para o digital, com versões para celulares e tablets. Outros encerraram suas versões impressas e continuam saudáveis.

E, como último ingrediente, não se pode esquecer dos jornais de distribuição gratuita, a exemplo do Metro, que completam um cenário de desafios e incertezas para a mídia impressa.

A única certeza é de que a s coisas nunca mais serão as mesmas. E aqueles modelos que funcionaram por décadas, talvez não funcionem mais.

domingo, 26 de agosto de 2012

Eventos | Seminário de Marketing 2.0: Content, Mobile & Games


Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Seminário Marketing 2.0, que será realizado nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, em Curitiba – PR. Entre os nomes confirmados estão a professora Martha Gabriel, também curadora do evento, o francês Marc Gobé, autor do best seller Emotional Branding; o empresário Mitikazu Lisboa, da bem sucedida empresa de games Hive, e vários outros que abordarão três tendências mundiais do marketing - Content, Mobile e Games. As atividades serão no auditório da FIEP – Federação das Indústrias do Paraná.  As inscrições podem ser realizadas pelo site www.mkt20.com.br.
Para encerrar o Seminário, o especialista em marcas Marc Gobé, com o oferecimento da Locaweb, falará sobre "Emotional Branding", tema do seu best seller traduzido em 17 idiomas. Francês, radicado nos Estados Unidos, Gobé iniciou um dos movimentos mais poderosos no marketing moderno, trazendo o foco sobre as emoções dos consumidores como o maior aliado das marcas, quando se trata de estratégias de branding.
O Seminário Marketing 2.0 é promovido pela Universidade Federal do Paraná/CEPPAD, organizado pela Academia de Marketing e conta com apoio da Green Digital e da Outdoormídia e outros importantes veículos e agências. O público alvo é formado por profissionais de marketing e TI, executivos, publicitários, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, além de interessados em aprofundar conhecimento sobre estratégias de conteúdo, convergência mobile e o mundo dos games. As inscrições custam a partir de R$ 350,00 por pessoa. Estudantes, professores e idosos pagam meia-entrada.


Evento:
Seminário Marketing 2.0 – Content, Mobile & Games
Data: 31/08 (sexta) e 01/09 (sábado)
Horário: Das 18h às 22h30 (Dia 31) e das 9h às 12h30 e 14h às 18h40 (Dia 1º)
Inscrições: R$ 350,00 (até 10/08). R$ 400,00 (até 20/08) e R$ 425,00 (até 28/08). Estudantes, professores e idosos pagam meia-entrada.
Inscrições: www.mkt20.com.br

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Mídia Out-of-Home em Debate


Até pouco tempo, pensar em mídia exterior era sinônimo de Outdoor e alguns outros painéis, especialmente aqui no Brasil. Hoje, as opções de mídia "fora de casa" se multiplicaram e o segmento da Mídia Out-of-Home, ou OOH, se fortalece a cada dia.

Nesse cenário, algumas questões precisam ser pensadas:


1. De acordo com a “Lei Cidade Limpa”, de São Paulo, a publicidade em espaços públicos será permitida apenas através de Licitação, em mobiliário urbano. 
Seria esta uma solução equilibrada ou que induz ao monopólio?

2. A imposição de limites à Mídia Exterior é uma tendência em diversas cidades do mundo e do Brasil. Vocês acreditam que essas medidas são positivas para:
-A cidade?
-O consumidor?
-O anunciante?

3. Quais os principais fatores que justificam o forte crescimento da Mídia Digital Out-of-Home no Brasil nos últimos anos?

4. Nesse cenário de diversificação da Mídia e avanço tecnológico (QR Codes, interatividade, etc) quais seriam as tendências na Mídia Exterior?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Marketing, como conhecemos, está morto!

Temos discutido, tanto com clientes como no ambiente acadêmico, as mudanças da tecnologia, a revolução digital e suas consequências para a sociedade e para o marketing. Percebemos, nessas discussões, que muitos acreditam que o modelo tradicional de marketing está quebrado, a exemplo de Jim Stengel (www.jinstengel.com) que foi por muitos anos o líder na área de marketing da gigante Procter&Gamble.

Recentemente, vi uma interessante matéria no blog da Yow, abordando este tema, escrita por André Fernandes, que compartilho alguns trechos aqui:

"Os maiores executivos da propaganda e marketing do mundo estão repensando totalmente as bases do seu trabalho. Os relacionamentos digitais estão mudando a forma das empresas fazerem marketing.

Falando para uma audiência de líderes de negócios seniores no The IoD’s Annual Convention que aconteceu em Londres, Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi Worldwide, clamou que no mundo louco de hoje a estratégia está morta, as grandes idéias estão mortas, a administração está morta e o marketing, como nós conhecemos, também está morto.

Roberts também disse que a era das “grandes idéias” acabou.
“A grande idéia está morta. Não há mais grandes idéias. Líderes criativos devem procurar por muitas e muitas pequenas idéias por aí. Pare de se bater procurando por uma grande idéia. Tenha muitas idéias e então, deixe as pessoas interagirem e alimentarem essas idéias e fazê-las crescer”.
“Líderes precisam se tornar pensadores emocionais. A diferença entre o pensamento racional e o emocional é que o pensamento racional te leva a conclusões e a reuniões e mais reuniões. O pensamento emocional leva você a ação.
“Há três segredos para o pensamento emocional – mistério, sensibilidade e intimidade.É sobre o contar estórias. As marcas precisam contar estórias em seus websites e em sua embalagem e por aí vai. Tenha certeza que sua marca e empresa tem um cheiro, tem um som, e possui um toque e uma intimidade com as pessoas. Pense em como construir empatia. São as pequenas coisas que contam e como os consumidores se sentem com relação a sua marca que faz a diferença hoje.

“O Marketing está morto. 

O papel do marketing mudou. Não há nada novo mais. Se os marketeiros estão ouvindo algo que está acontecendo, bom isso já é passado no mundo de hoje. Quanto mais você se aprofunda em uma empresa mais você fica estúpido e distante das coisas novas. Velocidade é tudo hoje. O trabalho do marketing é criar movimento e inspirar as pessoas a se juntar a você.”
“Todos querem uma conversação. Eles querem inspiração. Inspire as pessoas com seu website. Não interrompa, mas interaja. Perguntar sobre o ROI hoje é uma pergunta errada. Você deveria se perguntar sobre Retorno sobre o Envolvimento.”


domingo, 17 de junho de 2012

Green Digital reforça equipe e amplia expansão


A Green Digital, que vem se destacando como uma das principais agências digitais de Curitiba, acaba de reforçar a equipe e confirmar seu crescimento a passos largos.
Entre as contratações está Raphael Basso, ex-TIM e Ambev, que assumiu como Atendimento da agência, que agora também conta com Daiane Kelen, que chega para reforçar a área de planejamento.

A publicitária Fernanda de Mello, que iniciou sua carreira no Grupo WPM na área digital da Centermídia, assumiu a Coordenação de Social Media, que agora também conta com Leandro Penia atuando ao lado da publicitária Francini Brito, especialista em Mídias Digitais (MBA pelo Ibpex),   como analistas de mídias sociais.
O mais recente integrante da equipe é o publicitário Valdomiro Júnior, ex-I-Chery, onde desempenhou a função de Analista de SEM e administrou contas de clientes como Coca-Cola Company e Jhonson & Jhonson (Listerine) e que chega para coordenar a área de SEM - Search Engine Marketing - Links Patrocinados.

De acordo com Ney Queiroz, Diretor Executivo do Grupo WPM e da Green, a ampliação qualificada da equipe acontece no momento em que a agência assume três novas contas e também confirma o amadurecimento do mercado e a cada vez maior percepção dos empresários sobre a necessidade de investimento na área digital.

SOBRE A GREEN

A Green Digital é uma empresa do Grupo WPM, formado também pelas empresas Outdoormídia e Centermídia e que atua no mercado de comunicação paranaense há mais de 33 anos.
A agência atua prestando serviços de gestão de marketing digital, incluindo redes sociais, SEO, blogs e mídia digital, entre outros.
Saiba mais aqui: www.greendigital.com.br 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Merchandising passa a ser medido no Brasil


De acordo com matéria publicada no Meio&Mensagem, "o Ibope Media apresentou ao mercado publicitário nesta quinta-feira, 17 de maio de 2012, o Merchanview, a ferramenta medidora das ações de merchandisng na televisão brasileira. Essa é a primeira ferramenta que vai fazer uma medição mais precisa sobre as ações, permitindo a análise da concorrência. “O Ibope já realizava um tipo de fiscalização, mas o mercado demandou uma ferramenta de medição que é bem diferente”, explicou Melissa Vogel, diretora de marketing do instituto.

A ferramenta já analisou os primeiros quatro meses do ano, mas só estará disponível para o mercado no início de junho. A princípio, a medição foi feita apenas com emissoras de TV aberta e programas que sejam transmitidos em praça nacional. Para começar, o Ibope fez uma pesquisa com o telespectador para ter a percepção do consumidor quanto às ações. Na Pesquisa Carona Merchandising, realizada em parceria com a Mídia Mix no período de fevereiro a março deste ano em São Paulo, 71% dos entrevistados disseram que veem uma ação de merchandising na televisão diariamente pelo menos 6 vezes na semana.

Telespectador
A mesmo pesquisa detectou ainda que 73% dos entrevistados acreditam que as ações mostram melhor as características dos produtos e que as marcas passam mais credibilidade. Na pesquisa entre jovens entre 18 e 29 anos, 68% afirmaram que prestam mais atenção nas marcas quando ela está inserida como ação de merchandising. No universo feminino, 65% das mulheres confirmaram que tem maior curiosidade em experimentar os produtos quando eles estão inseridos em um programa.

Ainda em relação ao consumidor, 64% acham que o merchandising combina mais com programas de auditório, 62% com novelas ou minissérie e 59% em reality show. A forma como o merchandising é apresentado também é levado em consideração pelos consumidores, entre os fatores mais importantes que devem conter nas ações: 86% dos entrevistados responderam que a mensagem deve ser direta, 87% que as mensagens devem destacar os principais pontos dos produtos, 82% que é preciso indicar local de compra, 83% que os produtos devem ser manuseados, e 81% que devem ser inseridos em um contexto de humor.


Análise
A medição vai cobrir as seguintes emissoras: SBT, Globo, Record, RedeTV e Band. Para diferenciar os tipos de merchandising, o Ibope separou em cinco formatos: ação comercial, que envolve a participação do apresentador; ação integrada, quando o merchandising está envolvido no contexto do programa; insert de vídeo, quando tem a aparição do logotipo da marca na tela; estímulo visual, quando o produto aparece mas não interfere na história do programa; e vinheta integrada, quando a marca é inserida na vinheta do programa.

O critério para avaliação será através do contexto das ações. Cada formato será contabilizado como uma única inserção, independente do número de aparições da marca. Assim, a base para valoração será pelo formato de cada ação, considerando o fator de conversão sobre o comercial de 30 segundos de acordo com o formato e tipo de programa onde a ação foi inserida.

Resultados
O Merchanview realizado nas emissoras de TV aberta citadas acima constatou 7.860 ações no período de janeiro a abril de 2012. Essas ações foram espalhadas em 112 programas, de 625 anunciantes sobre 1.112 produtos diferentes. Do total, 50% das inserções se concentram em programas femininos e de auditório, o gênero auditório corresponde a 47% do investimento total, enquanto o feminino representa apenas 8%.

O formato mais utilizado é a ação comercial, com 69% das ações. Ação integrada fica em segundo lugar, com 22%. A categoria que mais aproveita o merchandising como plataforma de comunicação é a de higiene e beleza capilar, com 67 ações, apenas no mês de janeiro, tendo 72% de alcance domiciliar.

No ranking realizado, a marca Import Express (que comercializa a câmera TekPix) lidera com 470 inserções no período janeiro – abril, seguida de General Motors com 285 e Top Therm com 260. (veja tabela abaixo)
 
Em relação ao investimento, a Import Express se mantém no topo da liderança, seguida de Ambev e Móveis Kappesberg. (veja tabela abaixo) 
 
A partir do segundo semestre, o Ibope passa a incluir os dados do Merchanview no Monitor Revolution, plataforma que reúne os investimentos publicitários nos meios de comunicação. O Monitor Evolution fará ainda a análise completa da estratégia dos anunciantes". 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Educação 2.0 | Em 2012 ainda se discute o uso de tecnologia em sala de aula


O uso de notebooks e tablets em sala de aula ainda é um tema polêmico. Mesmo em grande universidades públicas e privadas, muitos professores são contra a utilização destes equipamentos, sob a alegação de que atrapalham a atenção dos alunos.

No mesmo sentido, a internet em sala e a liberação de uso de redes sociais em ambientes acadêmicos também provoca debates e acaloradas discussões.

Acredito que este seja apenas mais um dos desafios que a revolução digital nos apresenta e certamente iremos rir destas discussões em pouco tempo. "Não usar internet em sala? Que coisa mais início da década 10!!! rsrsrs"

Enquanto as coisas não evoluem, apenas destaco duas iniciativas super bacanas, que estão ligadas: a primeira é o Projeto OLPC (one Laptop Per Child), que pretende levar um laptop por criança em escolas de diversas partes do mundo, especialmente do chamado "terceiro mundo". Saiba mais aqui: http://one.laptop.org/

E o país que tem alcançado os melhores resultados está na América Latina. Não, não é o Brasil (nem de perto); nem é o avançado Chile. É o Uruguay, que implantou o Plan Ceibal e já alcança 100% das crianças em idade escolar de escolas públicas! Saiba mais aqui: http://www.ceibal.org.uy/

Sim, meus amigos, novas gerações não verão sentido nestas discussões 2012.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Mídia | Algumas reflexões

Muitos alunos ficam preocupados com as provas bimestrais. Costumo dizer que as provas são exigências formais do processo educacional atual, mas o mais importante é efetivamente aquilo que aprendemos; aquele conhecimento que adquirimos e levamos para sempre. É sobre isso que devemos nos preocupar!

De todo modo, temos as provas! Então, a pedidos, faço alguns apontamentos importantes sobre Mídia trabalhados no primeiro bimestre:

1. A Teoria da Cauda Longa trata, objetivamente, da mudança de mercado de massa para mercado de nichos. Essa mudança, juntamente com a "hiper-informação', traz inúmeras consequências, entre elas: um novo modelo de comunicação, onde mudamos de: Massa para Segmentos; do Monólogo para o Diálogo; da Interrupção para o Envolvimento.

2. A mídia Out-of-Home é uma das grandes tendências neste novo cenário; interessante dar uma olhada aqui: http://www.abdoh.com.br/site/photos/imprensa/4.pdf

3. Custo por Mil. A medida padrão de análise de rentabilidade de mídia. Um cálculo básico todo mundo deve saber fazer!

4. Interessante lembrar os pontos fortes e fracos do Meio Rádio: a mensagem tem vida curta, não tem imagem, mas tem custo relativo baixo e atinge as pessoas quando estão em movimento, fazendo outras atividades, etc

5. Uma tendência no meio rádio são as Rádios Customizadas (na linha do Branded Content), como a Sul América Trânsito e a Mitsubishi FM. Acredito que são excelentes alternativas para utilizar o meio rádio (mídia tradicional), de uma forma totalmente inovadora, fugindo do modelo de monólogo e interrupção, buscando o diálogo e o envolvimento das pessoas com a marca.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Polêmica | É assim que a Peugeot trata seus estagiários?



Criar polêmica tem sido uma linha adotada por diversos anunciantes, especialmente montadoras de veículos, para gerar "buzz marketing" e mídia espontânea. Para alguns destes anunciantes (como a Nissan), se tiver reclamações no Conar, melhor ainda. O importante é "viralizar" a campanha e ter milhares ou milhões de visualizações no YouTube.

Já abordamos este tema em outras oportunidades, inclusive tratando da "chata" corrente que defende a publicidade "politicamente correta". Mas essa linha "irreverente" deve tomar alguns cuidados.

Dessa vez, um comercial veiculado pela Peugeot é que está causando polêmica ao fazer uma brincadeira com o "estagiário", que é colocado numa fria pelos colegas da loja (vídeo acima).

Ocorre que estas brincadeiras podem gerar mídia espontânea NEGATIVA. Em nossas aulas de Ética e Legislação Publicitária/RP chamamos a atenção dos alunos para uma reflexão acerca da influência da publicidade sobre a sociedade; um comercial veiculado no intervalo da novela da Globo atinge milhões de pessoas e possui grande poder. "Tirar sarro" do estagiário pode até ocorrer em muitas empresas, mas esta prática deve ser considerada corriqueira em rede nacional? A sociedade aceita bem esta brincadeira?

E seria esta a linha adotada pela Peugeot em relação aos estagiários? A empresa abre vagas para Trainees, mas eles são colocados na fogueira pelos "veteranos"? Queremos acreditar que não, mas não foi essa a mensagem que a empresa transmitiu na infeliz publicidade.

Diversos comentários negativos já circulam pelas redes sociais; muitos alunos de publicidade, atuais e ex-estagiários se sentiram ofendidos pela abordagem retratada no comercial.

A polêmica foi feita e a pergunta é inevitável:
É assim que a Peugeot trata seus estagiários?
Ficou com vontade de ser um #estagiariopeugeot?

Participe do debate -> AQUI.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Polêmica | Querem acabar com as "imagens meramente ilustrativas" na Publicidade


Mais um tema polêmico envolvendo a Publicidade está em trâmite na Câmara dos Deputados, em Brasília. Agora, em questão, as "imagens meramente ilustrativas".

Conforme publicado no Jornal do Brasil, a "Câmara analisa o Projeto de Lei 3187/12, do deputado Francisco Araújo (PSD-RR), que proíbe publicidade que utilize imagens meramente ilustrativas, que não expressem com exatidão o produto ou serviço ofertado. A prática é equiparada à publicidade enganosa.

Francisco Araújo afirma que as imagens apresentadas tanto nas embalagens quanto nas peças publicitárias precisam atender ao princípio da correta divulgação, para evitar que o consumidor seja enganado. A proposta inclui a medida no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

Cidadania plena

A garantia da correta informação, diz o deputado, é princípio basilar da legislação de consumo. “Apenas pessoas bem informadas sobre produtos e serviços à sua disposição podem exercer plenamente a sua cidadania nas relações de consumo, aptas a escolher livremente e a cobrar dos fornecedores a correta oferta dos bens que venham a adquirir”, acrescenta.

Segundo Francisco Araújo, as imagens meramente ilustrativas na publicidade constituem “estelionato comercial”, já que muitos fornecedores divulgam produtos e serviços que não condizem com a realidade.

“É uma prática nefasta que, muitas vezes, induz o consumidor ao erro. Uma afronta aos princípios básicos da defesa do consumidor, que precisa ser urgentemente debelada”, propõe o autor do projeto.

O Código de Defesa do Consumidor já estabelece pena de detenção de três meses a um ano e multa para quem fizer ou promover publicidade enganosa.

Tramitação

O projeto está apensado ao PL 3190/97, que será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo Plenário".

Uma pergunta final: Mas, afinal, qual imagem na Publicidade não é ilustrativa?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Alguém duvida? Publicidade pode irritar usuários de redes sociais

Uma pesquisa realizada por uma consultoria de marcas afirma que o investimento pesado feito por algumas empresas para aparecer nas redes sociais pode ter um resultado inverso ao desejado.

Segundo dados da consultoria TNS, 57% dos consumidores analisados em mercados considerados desenvolvidos não querem se relacionar com marcas de empresas através das redes sociais. Nos Estados Unidos, esse percentual chega a 60%.

"Estratégias mal-orientadas estão gerando pilhas de lixo digital, desde páginas do Facebook sem amigos a blogs que ninguém lê", afirma o relatório da TNS.

A pesquisa sugere que grande parte das pessoas – 61% – comenta marcas de empresas nas suas contas de redes sociais apenas porque estão participando de algum tipo de promoção ou sorteio.

Emergentes

Segundo o levantamento, uma em cada quatro pessoas está disposta a comprar produtos por meio das redes sociais.

Nos mercados emergentes, de acordo com a pesquisa, os usuários estão ainda mais abertos à publicidade nas redes sociais.

O estudo afirma que em mercados que estão em alto crescimento – categoria na qual a TNS enquadra o Brasil – 59% dos consumidores disseram que as redes sociais podem ser o ambiente adequado para se aprender mais sobre marcas.

Os mercados emergentes ainda apresentam desafios de infraestrutura, no entanto. Quase metade das pessoas consultadas nesses países disse que usaria mais a internet caso o acesso fosse mais barato.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Compartilhar conteúdo não é pirataria. Pirataria é outra coisa.


SOPA e PIPA são siglas que se tornaram populares no início de 2012. Um projeto de lei americano que "teoricamente" visa a combater a pirataria está causando polêmica em todo o mundo. Outros projetos similares despontam em vários países. Hackers "anônimos" contra-atacam invadindo sites do governo americano e de gravadoras e produtoras, como a Sony.

Ocorre que nesta disputa devemos refletir sobre uma coisa: afinal o que é pirataria? Entre os vários conceitos, entende-se pirataria como "a reprodução, venda e distribuição de produtos sem a devida autorização e o pagamento dos direitos autorais.
Os produtos pirateados, além de serem diversificados, são financiados por máfias (...). Esses produzem sapatos, roupas, óculos, brinquedos, perfumes, relógios, livros, peças automobilísticas, instrumentos cirúrgicos e principalmente cigarros, bebidas, cds e dvds. (daqui)"

Mas devemos levar em conta que o mundo está mudando; a sociedade está mudando; a tecnologia permite coisas que antes eram impossíveis. E todos devemos acompanhar estas mudanças. A sociedade está, cada dia mais, compartilhando conhecimento, informação, conteúdo. É um caminho sem volta.
E é claro que muitas destas mudanças afetam a indústria cultural massiva. Essa indústria que está ruindo na era da "Cauda Longa" e do "Free", onde as pessoas deixaram de ser meros receptores para também serem produtores. Onde deixamos os mercados de massa para mercados de nichos, com produtos cada vez mais baratos ou de graça.

Em relação à música, que tem ocupado as manchetes principais, vale lembrar que as pessoas sempre compartilharam aquilo que gostam. Antes, emprestavam seus "discos" para amigos; depois, gravavam as músicas preferidas em fitas TDK ou SONY (ela mesma); e até aí tudo bem. Depois começaram a gravar suas seleções em CDs e mais tarde em seus iPods e celulares.

Acontece que alguns viram possibilidade de lucrar com isso e passaram a vender estes CDs. Isso é pirataria! Assim como produzir e vender tênis Nike sem autorização para usar a marca é crime, produzir e vender CD sem autorização também é crime. Claro!

Mas compartilhar música não pode ser colocado no mesmo patamar destas ações criminosas; lucrar com isso, sim. Talvez tenha sido este o problema do site Megaupload.
Mas as gravadoras e produtoras não podem mais impedir que as pessoas compartilhem aquilo que gostam, afinal, as pessoas estão compartilhando suas vidas (fotos, fatos, vídeos e músicas!).

A sociedade digital não reconhece as barreiras físicas que sempre marcaram o modelo tradicional da mídia. O CD é um produto moribundo que ainda sobrevive por força do poder desta indústria cultural que tenta lutar numa guerra perdida.
Pirataria é crime. Compartilhar música, sem fins lucrativos, NÃO.
Compartilhar música não é pirataria. Pirataria é outra coisa.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Palestra "Café com Mídia" | Novos Modelos de Comunicação na Era Digital

Nesta 3a feira, 29/11/11, tenho a honra de apresentar a palestra "Novos Modelos de Comunicação na Era Digital" no 7o. Café com Mídia, organizado pelo Grupo de Mídia de Curitiba.

O evento acontece no Hotel Radisson, patrocinado pela Outdoormídia e é exclusivo para associados do GM de Curitiba. Os sócios concorrem a um final de semana no Costão do Santinho Resort, um iPad e a um prêmio surpresa. Abaixo, mais detalhes:





terça-feira, 8 de novembro de 2011

Criação | Uma capa de revista; em uma lição

Cover creation from Peter Belanger on Vimeo

Processo de criação de uma capa de revista. Um job bem feito, do início ao fim.
Vi num post do @saulomileti, no B9

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Polêmica | A Publicidade criativa nos tempos do "politicamente correto"


Matéria publicada na Revista Exame (leia aqui), em 13/10/2011, discute a polêmica campanha da Hope, com Gisele Bündchen, que suscitou diversos debates sobre a liberdade de expressão publicitária e a linha "politicamente correta" dos dias atuais. Abaixo, trecho da matéria:

"Humorista dos mais queridos por crianças e adultos nas décadas de 70 e 80, o ator e músico Antônio Carlos Bernardes Gomes dificilmente faria sucesso nos dias atuais. Bernardes encarnava o trapalhão Mussum, um simpático sambista que fazia rir com suas piadas, trejeitos e gírias como “cacildis”, “forévis” e “mé”, a forma quase carinhosa como ele se referia à cachaça.

Há cerca de 30 anos, as brincadeiras de Mussum, mesmo as que envolviam o “mé”, eram vistas apenas como o que realmente eram: brincadeiras.

Hoje, diante do surgimento de uma patrulha moralista que tenta barrar propagandas e quadros de humor que lancem mão de situações engraçadas do cotidiano, sob o pretexto de proteger a família, as mulheres, as crianças, os homens e as minorias mais variadas, as referências à bebida feitas pelo comediante seriam certamente apontadas como apologia ao alcoolismo.

Nos dias de hoje, Bernardes correria um grande risco de nunca se tornar um Mussum. Felizmente, para ele e para quem o assistiu, a época era outra e até hoje o humorista é lembrado como um camarada engraçado e boa gente, e não como um bebum mau-caráter.

Outros atores, modelos, roteiristas e publicitários, contudo, não tiveram a mesma sorte. Vivem em um momento em que há riscos de ser processados pela sociedade protetora dos animais caso façam piadas envolvendo papagaios.

Recentemente, a modelo mais famosa e bem paga do mundo, a gaúcha Gisele Bündchen, tornou-se alvo da patrulha politicamente correta. A campanha que estrela para a marca de lingerie Hope foi acusada de denegrir a imagem da mulher.

Nos filmes da campanha, Gisele aparece conversando com um marido imaginário e dá notícias desagradáveis, como a batida do carro, o estouro do cartão de crédito e a chegada da sogra (dele) para morar com o casal, sempre em duas versões. Em uma delas, a modelo aparece vestida de forma simples e surge a legenda: “errado”.

Na outra, Gisele se exibe de calcinha e sutiã da Hope. Nesta, a legenda é: “certo”, referindo-se à melhor forma dedar notícias ruins. Para finalizar, a campanha criada pela agência Giovanni+DraftFCB usa o slogan “Você é brasileira, use seu charme”.

Há uma pitada de machismo na peça? Claro que sim — como em piadas que contamos a amigos e amigas. Na época em que Mussum fez sucesso com a criançada, esse seria apenas mais um filme de 30 segundos exibido antes de recomeçar o programa de TV.